O ex-prefeito de Lajeado (RS) preso na manhã desta quinta-feira (26) na Operação Lamaçal da Polícia Federal, Marcelo Caumo, ficará em detenção temporária por cinco dias em uma “Sala de Estado Maior”, no Presídio Estadual de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre. O local é destinado a advogados e autoridades, sem grades, dentro de unidades militares, com instalações como cama, mesa e banheiro.
Conforme o advogado de Caumo, Jair Alves Pereira, o ex-prefeito passou por de custódia ainda na tarde desta quinta-feira. A defesa analisa as formalidades da prisão e ter acesso ao processo. “Vou entrar com pedido de liberdade dele no máximo amanhã de manhã, ou pelo menos assim que eu tiver acesso ao processo, que ainda não tive”, explica.
A prisão de Caumo foi recebida com surpresa pela defesa. O advogado ressaltou que havia um depoimento agendado para início de março e, por isso, argumenta que não há razão para deter o ex-prefeito. “Eu realmente não sei o que que houve, eu não consegui acesso. Já pedi ao desembargador que tá comandando a investigação, já pedi acesso à decisão mas ainda não tive, então não obtive nada ainda. Preciso aguardar pra saber o que houve”, afirma.
Operação Lamaçal
A investigação da PF batizada de Operação Lamaçal se concentra em supostos desvios de recursos federais durante as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024.
Além de Caumo, uma empresária da cidade de Lajeado também foi presa nesta quinta-feira. A ação detalha um suposto esquema de desvio para um grupo político.
Caumo foi prefeito de Lajeado entre 2017 e 2024. Em novembro do ano passado, ele foi alvo da primeira fase da operação e sofreu buscas e apreensão.
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Fonte : CNN