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O ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, e a candidata democrata à presidência em 2016, Hillary Clinton, prestarão depoimentos em uma investigação do Congresso sobre o empresário condenado por abuso e tráfico sexual, Jeffrey Epstein, nesta quinta (26) e sexta-feira (27).

Hillary Clinton comparecerá perante o Comitê de Supervisão da Câmara nesta quinta-feira (26) e Bill Clinton na sexta-feira (27), segundo o deputado republicano James Comer, que preside o comitê. Os depoimentos dos dois serão transcritos e gravados.

“Estamos ansiosos para interrogar os Clintons como parte de nossa investigação sobre os crimes hediondos de Epstein e (Ghislaine) Maxwell, para garantir transparência e responsabilização para o povo americano e para as vítimas”, disse Comer no início do mês.

Eles devem prestar depoimento em Chappaqua, Nova York, perto de sua residência principal. James Comer afirmou que as transcrições dos depoimentos serão tornadas públicas.

Hillary e Bill Clinton inicialmente se recusaram a depor perante a comissão de supervisão, mas concordaram quando os parlamentares decidiram considerá-los em desacato ao Congresso.

Os Clinton haviam se oferecido anteriormente para cooperar com o comitê, mas não compareceram pessoalmente, alegando que a investigação era um exercício partidário com o objetivo de proteger o presidente republicano Donald Trump.

O presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Mike Johnson, disse que os planos para a votação sobre o desacato foram suspensos por enquanto.

Entenda como o casal aparece no caso

A última divulgação, pelo Departamento de Justiça dos EUA, de milhões de documentos internos relacionados a Epstein revelou os laços do falecido magnata e criminoso sexual com muitas figuras proeminentes na política, finanças, academia e negócios — tanto antes quanto depois de ele se declarar culpado, em 2008, de acusações de prostituição.

Segundo Comer, Epstein visitou a Casa Branca 17 vezes durante o mandato do presidente Clinton. Bill Clinton voou no avião de Epstein diversas vezes no início dos anos 2000, após deixar o cargo, enquanto fotos divulgadas pelo Departamento de Justiça o mostram nadando e posando com mulheres cujos rostos foram ocultados.

Ele expressou arrependimento pelo relacionamento e afirmou não saber nada sobre as atividades criminosas de Epstein.

Hillary afirmou não se lembrar de ter conversado com Epstein, embora tenha conhecido sua antiga associada, Ghislaine Maxwell, que cumpre pena de prisão após ser condenada por tráfico de menores para que Epstein as abusasse sexualmente.

A ex-secretária de defesa dos EUA acusou a Comissão de Supervisão da Câmara, liderada pelos republicanos, de tentar desviar a atenção dos laços do presidente Donald Trump com Epstein, que morreu por suicídio na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento.

Durante um painel, na Conferência de Segurança de Munique, em 14 de fevereiro, Hillary Clinton disse esperar que mais arquivos relacionados ao caso Epstein sejam divulgados, pois “há muitas informações muito perturbadoras e realmente horríveis vindo à tona”.

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Fonte : CNN

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