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O seguro pecuário tem se destacado como a modalidade de seguro rural que mais cresce no Brasil, mesmo assim, a cobertura ainda é  baixa, alcançando apenas cerca de 3% do rebanho nacional. A informação foi compartilhada por Daniel Nascimento, vice-presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), em entrevista ao CNN Agro News nesta quarta-feira (25).

Segundo Nascimento, o setor de seguros tem buscado diversificar os riscos, que atualmente estão muito concentrados no mercado de seguros agrícolas, especialmente na cultura de grãos e na região sul do país. “O seguro pecuário vem para diversificar a carteira e também dar mais proteção aos produtores brasileiros“, explicou.

Crescimento e coberturas

Ao contrário do seguro agrícola, que apresentou decréscimo nos últimos anos, o seguro pecuário registra o maior crescimento entre as modalidades de seguro rural, tanto em termos percentuais quanto em valores monetários. Esse crescimento ocorre em um cenário de aumento das oscilações climáticas e dos custos de produção, fatores que elevam os riscos para os produtores.

O seguro pecuário oferece principalmente cobertura para morte de animais, mas alguns produtos também incluem proteção contra variação do preço da arroba. O mecanismo funcionando como uma espécie de seguro de renda com proteção ao valor fixado. “Alguns produtos também têm como cobertura a pastagem, então em decorrência de uma seca, de um incêndio, a cobertura também securitária se dá para a pastagem, para a alimentação, engorda do animal para ter esse valor final condizente com o que o produtor planejou no início do seu plano de custeio”, detalhou Nascimento.

Regionalização do seguro

A discussão sobre um plano de seguro rural regionalizado também se aplica à pecuária, considerando as especificidades de cada região do país. O vice-presidente da FenSeg afirmou que os produtos já levam em consideração características regionais para seu desenho e oferta, proporcionando coberturas mais customizadas para o produtor e para a região em que atua.

As particularidades incluem diferenças entre rebanhos confinados e não confinados, além de regiões mais propensas a secas ou incêndios em determinadas épocas do ano. Essa customização é essencial para atender às necessidades específicas dos pecuaristas em um país de dimensões continentais como o Brasil, onde as condições climáticas e de produção variam significativamente de uma região para outra.

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Fonte : CNN

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