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A mpox é uma infecção viral transmitida principalmente por contato direto. Segundo o infectologista Alexandre Naime, da Sociedade Brasileira de Infectologia, os primeiros sinais costumam ser inespecíficos, o que pode dificultar o diagnóstico inicial.

Nos primeiros dias, os sintomas são parecidos com os de outras viroses: febre, dor no corpo, dor de cabeça, calafrios, fraqueza e irritação na garganta. Também pode haver aumento dos linfonodos (adenomegalia), um dos achados clínicos frequentes.

As lesões de pele são o principal sinal característico. Elas surgem geralmente entre um e três dias após o início da febre, mas podem aparecer antes. Começam como manchas planas ou levemente elevadas, evoluem para vesículas com líquido claro ou amarelado e depois formam crostas, que secam e caem.

O número de lesões pode variar de poucas unidades a milhares, concentrando-se no rosto, palmas das mãos, plantas dos pés, além de poder atingir boca, olhos, órgãos genitais e ânus.

O período de incubação, intervalo entre o contato com o vírus e o início dos sintomas, varia de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias, segundo o Ministério da Saúde. A transmissão ocorre principalmente por contato pele a pele, especialmente em relações sexuais. Dados do painel oficial indicam que, em 2026, 60% dos casos foram associados a relações sexuais entre homens, 7% entre mulheres e 7% entre homens e mulheres.

A Organização Mundial da Saúde também aponta que o vírus pode ser transmitido por contato com materiais contaminados, animais infectados e, em menor proporção, por gotículas respiratórias em ambientes fechados, sobretudo nos primeiros dias de sintomas. A pessoa deixa de transmitir a doença após a queda completa das crostas.

Em indivíduos imunocompetentes, o quadro tende a ser benigno e autolimitado, com duração de sete a 28 dias. Já em pessoas imunossuprimidas, especialmente aquelas com HIV em estágio avançado, pode haver disseminação do vírus e complicações graves, como pneumonia e infecções cerebrais, com risco de morte.

Situação no Brasil em 2026

O Brasil soma 90 casos nos dois primeiros meses de 2026, sendo 88 confirmados e dois prováveis, sem registro de óbitos até o momento. A maioria apresenta quadros leves ou moderados.

São Paulo lidera com 63 casos, seguido por Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), além de Santa Catarina, Paraná e Distrito Federal, com um caso cada. O país também registra mais de 180 notificações suspeitas, das quais 57 já foram descartadas.

Comparação com 2025

Apesar de o número atual chamar atenção, o cenário é mais brando do que o observado no ano passado. Em 2025, o Brasil encerrou o ano com 1.079 casos e dois óbitos.

Considerando as oito primeiras semanas epidemiológicas:

No mesmo período de 2025 (até 20 de fevereiro), o país acumulava 244 casos. Já em 2026, o total é significativamente menor. No fim de fevereiro do ano passado, havia 31 registros na semana correspondente, contra apenas dois neste ano.

Segundo o Ministério da Saúde, o país mantém vigilância ativa, com monitoramento por semanas epidemiológicas e estrutura do SUS preparada para diagnóstico precoce, manejo clínico e acompanhamento dos pacientes.

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Fonte : CNN

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