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A decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de indicar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) para a disputa ao Senado pelo Distrito Federal isolou politicamente o governador Ibaneis Rocha (MDB), que até então era considerado um aliado do grupo bolsonarista na capital federal.

De acordo com apuração de Matheus Teixeira, no Bastidores CNN, a escolha tem caráter estratégico e está diretamente relacionada ao envolvimento de Ibaneis no escândalo do Banco Master. A negociação inicial previa que o governador seria o companheiro de chapa de Michelle Bolsonaro, o que lhe daria grandes chances de se eleger senador e garantir oito anos de mandato.

Escândalo do Banco Master afasta aliança

O caso do Banco Master surgiu como fator determinante para o afastamento político. O escândalo, que atinge diversas figuras políticas de diferentes espectros ideológicos, tem Ibaneis Rocha como um dos personagens centrrais, uma vez que as investigações começaram a partir da compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília), instituição comandada pelo governo do Distrito Federal.

A operação, considerada suspeita, envolveu a aquisição de títulos fraudulentos e não uma compra saudável com bom uso do dinheiro de um banco estatal. Este episódio afetou significativamente a popularidade de Ibaneis, que antes liderava ou aparecia em segundo lugar nas pesquisas eleitorais.

A avaliação do grupo político de Bolsonaro é que seria contraproducente manter no mesmo palanque Michelle Bolsonaro e Ibaneis Rocha, especialmente em um momento em que o bolsonarismo tenta associar escândalos ao governo federal. “Imagine, no auge da eleição, enquanto o bolsonarismo tenta colar no PT, tenta colar no governo o escândalo do Banco Master, ele dividindo o palanque com Ibaneis Rocha”, destacou o analista político Matheus Teixeira.

Futuro político incerto

Com este cenário, a tendência é que Ibaneis perca espaço político e possivelmente nem se candidate ao Senado. Embora o governador ainda não tenha desistido e mantenha o controle da máquina pública do DF, apoiando a vice-governadora Celina Leão (PP) para o governo estadual, sua situação política se complicou consideravelmente.

Ibaneis ainda terá direito à defesa e poderá tentar provar sua inocência nas investigações em curso. No entanto, o fato de as apurações terem iniciado a partir de uma operação comandada por sua gestão coloca o governador em posição delicada tanto juridicamente quanto politicamente.

Sem o apoio do grupo bolsonarista, avalia-se que Ibaneis dificilmente conseguirá fazer frente ao palanque já estruturado pela direita no Distrito Federal para as próximas eleições.

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Fonte : CNN

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