O ex-presidente da Câmara dos Deputados, advogado e conselheiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), João Paulo Cunha, destacou em entrevista ao Bastidores CNN a necessidade de uma atenção especial ao eleitorado evangélico no cenário político brasileiro.
Durante sua fala, Cunha apresentou dados demográficos para fundamentar seu argumento: “Se a gente observar uma coisa elementar, por exemplo, o IBGE mais recente diz que mais ou menos de 25% a 30% da população brasileira é evangélica. Nós temos mais ou menos 150 milhões de brasileiros que são eleitores”.
A partir desses números, o conselheiro fez um cálculo aproximado do potencial desse eleitorado: “Se 30% dos brasileiros que são evangélicos, nós temos 45 milhões de brasileiros que são evangélicos. Se você considerar que desses 45 milhões de brasileiros, nós temos um percentual grande de menores de 16 anos, talvez 15, 18 milhões a gente poderia tirar, nós temos 30 milhões de brasileiros que professam a religião evangélica, das mais diversas denominações”.
Necessidade de linguagem específica
João Paulo Cunha enfatizou que, embora esse segmento da população se beneficie de diversos programas sociais do governo, como Bolsa Família, Prouni, Pé de Meia, Farmácia Popular, Minha Casa Minha Vida e isenção do Imposto de Renda, existe uma necessidade de refinamento na comunicação com esse público.
“Então, a minha impressão é que tem que ter um olhar para esse setor da sociedade”, afirmou. “Há uma forma, uma leitura, uma linguagem que exige um refinamento que eu acho que nós, não digo que perdemos, mas nós não conseguimos compatibilizar com este momento que nós estamos vivendo”, completou o conselheiro, sugerindo que a abordagem política atual não está alinhada adequadamente com as expectativas e valores desse segmento significativo do eleitorado brasileiro.
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Fonte : CNN