O café registrou uma redução de 2,48% em janeiro, a segunda maior variação negativa desde julho de 2025. Esse é o sétimo recuo consecutivo no preço do grão, de acordo com levantamento da Apas (Associação Paulista de Supermercados), realizado em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).
A sequência de baixas ocorre após um período de forte pressão inflacionária no primeiro semestre do ano passado. O movimento de desaceleração começou em julho, quando os preços caíram 3,03%. Desde então, as retrações têm sido sucessivas, ainda que em intensidade moderada na maior parte dos meses.
Entre agosto e dezembro de 2025, as quedas variaram entre 0,07% e 1,37%. Em agosto, o recuo foi de 0,84%. Setembro apresentou variação negativa de 0,07%, seguido por outubro (-1,37%), novembro (-0,56%) e dezembro (-1,37%). Já em janeiro de 2026, a retração voltou a ganhar força, atingindo 2,48%.
Segundo a análise da entidade, o desempenho recente indica um processo de acomodação dos preços, em linha com a melhora nas condições de oferta do produto. A avaliação é de que o mercado entrou em fase de ajuste após o pico observado no início de 2025.
Para o economista-chefe da Apas, Felipe Queiroz, a tendência é de continuidade desse cenário nos próximos meses, ainda que sem perspectiva de retorno imediato aos níveis historicamente mais baixos. Ele ressalta que fatores climáticos permanecem no radar e podem alterar o ritmo da trajetória ao longo do ano.
Com a nova queda registrada em janeiro, o café consolida um ciclo de sete meses seguidos de retração, fator que sinaliza uma mudança relevante no comportamento dos preços no varejo alimentar.
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Fonte : CNN