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O tenista russo Daniil Medvedev defendeu uma reformulação do calendário da ATP, sugerindo que apenas os torneios do Grand Slam e os Masters 1000 distribuam pontos para o ranking mundial.

O atual número 11 do mundo reconheceu, no entanto, que mudanças desse porte seriam difíceis de implementar.

Atualmente, os principais jogadores são obrigados a disputar os quatro Grand Slams e oito torneios Masters. A partir de 2026, o sistema de pontuação do ranking masculino será reduzido de 19 para 18 torneios, após a entidade retirar a obrigatoriedade de participação em eventos de nível ATP 500.

Segundo Medvedev, a retirada de pontos de torneios menores ajudaria a aliviar a pressão sobre os atletas, que frequentemente criticam o calendário de 11 meses da temporada.

“Essa é a única maneira de encurtar o circuito”, afirmou. “Isso nunca vai acontecer porque existem licenças, e a ATP não teria dinheiro suficiente para comprá-las. Os outros torneios não vão dizer ‘ok, estamos fora’, porque perderiam dinheiro. É um negócio. Do jeito que o circuito funciona hoje, isso nunca vai mudar, pelo menos enquanto eu estiver jogando.”

O russo sugeriu ainda um modelo com “quatro Grand Slams e 11 Masters”, deixando os demais torneios, possivelmente, sem pontuação para o ranking.

A agência Reuters entrou em contato com a ATP para comentar as declarações.

Em outubro, o presidente da ATP, Andrea Gaudenzi, saiu em defesa do calendário atual, afirmando que a definição da agenda continua sendo uma escolha dos próprios jogadores.

Medvedev também destacou que muitos atletas se esforçam além do limite para terminar a temporada entre os oito melhores e garantir vaga no ATP Finals, disputado em Turim. Como exemplo, citou o dinamarquês Holger Rune, que rompeu o tendão de Aquiles em um torneio ATP 250 em outubro.

“Muita gente disse: ‘Mas ele não precisava jogar’. Só que, se ele quer ir a Turim, precisa jogar, mesmo não sendo um torneio obrigatório”, explicou.

Medvedev relatou ainda que, no ano passado, disputou sete torneios consecutivos.

Eu precisava? Não. Mas comecei mal a temporada e pensei: talvez eu consiga 100 pontos aqui, 200 ali. Se não houvesse pontos, seria uma decisão mais fácil.”

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Fonte : CNN

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