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A mãe de Marielle Franco, Marinete da Silva, passou mal e precisou ser atendida nesta quarta-feira (25), durante a sessão do segundo dia de julgamento dos acusados de mandar matar a ex-vereadora e o motorista Anderson Gomes no STF (Supremo Tribunal Federal).

Marinete foi atendida por brigadistas do próprio Supremo, que mediram a pressão e os batimentos da mãe da ex-vereadora. Após avaliação, ela retornou para o plenário onde acontece o julgamento.

O julgamento teve início na terça-feira (24), quando a PGR (Procuradoria-Geral da República) reiterou a denúncia e pediu a condenação de Domingos Brazão, Chiquinho Brazão, Rivaldo Barbosa e Ronald Paulo de Alves Pereira pelo duplo homicídio de Marielle e Anderson e pela tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.

Segundo a PGR, os irmãos Brazão integravam organização criminosa armada ligada a milícias, com atuação estruturada no Rio de Janeiro e envolvimento em grilagem de terras.

Nesta quarta, a sessão foi retomada com o voto de Alexandre de Moraes, relator do caso na Corte. Em sua fala, o ministro disse que Marielle estava “peitando os interesses de milicianos” à época em que foi assassinada.

Moraes citou ainda a delação do ex-sargento Ronnie Lessa, assassino da vereadora, que afirmou que os mandantes não estavam preocupados com a repercussão do crime.

“Marielle era uma mulher preta e pobre que estava peitando os interesses de milicianos […] Na cabeça misógina e preconceituosa de mandantes e executores, quem iria ligar para isso? Uma cabeça de 100 anos, 50 anos atrás: ‘Ah, vamos eliminá-la e isso não terá repercussão’”, disse o magistrado em seu voto.

Segundo a denúncia apresentada pela PGR, os irmãos teriam encomendado o assassinato da vereadora por interesses econômicos ligados à regularização fundiária em áreas da zona oeste do Rio dominadas por milícias. Marielle teria embates políticos com os irmãos sobre projetos de regularização urbana e uso do solo.

Além de Marielle, também foi morto o motorista, Anderson Gomes, que estava com ela no momento. A PGR alega que os homicídios teriam sido cometidos mediante promessa de recompensa aos executores e com o objetivo de proteger negócios imobiliários irregulares.

 

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Fonte : CNN

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