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A Mosaic registrou prejuízo líquido de US$ 519 milhões no quarto trimestre de 2025.  No mesmo período do ano anterior a companhia havia alcançado lucro líquido de US$ 169 milhões. No acumulado do ano, a companhia apurou lucro líquido de US$ 541 milhões, frente a US$ 175 milhões no ano anterior.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou US$ 505 milhões no trimestre, queda de 15% na comparação anual. Em 2025, o indicador totalizou US$ 2,42 bilhões, alta de 10% sobre 2024. 

Segundo a empresa, o desempenho anual foi influenciado por preços e volumes maiores no segmento de Potássio, expansão de margens no segmento Mosaic Fertilizantes e melhora nas margens na Índia e na China no segmento Corporativo. Esses fatores foram parcialmente compensados por menores volumes de vendas em Fosfato.

As vendas líquidas alcançaram US$ 3 bilhões no quarto trimestre e US$ 12,1 bilhões no acumulado de 2025, aumentos de 7,1% e 9%, respectivamente, na comparação interanual.

De acordo com o presidente e CEO, Bruce Bodine, “a demanda postergada e os custos mais altos de matérias-primas impactaram negativamente nossos resultados no final do ano, mas espera-se que a demanda se recupere à medida que nos aproximamos da temporada de plantio.”

A companhia informou que o prejuízo do quarto trimestre refletiu US$ 422 milhões em itens relevantes antes de impostos, incluindo perda por impairment de US$ 189 milhões relacionada ao ativo de Carlsbad mantido para venda, US$ 110 milhões em impairments de ágio e ativos imobilizados na Mosaic Fertilizantes e US$ 223 milhões em outros itens, como perdas cambiais, ajustes a valor de mercado e obrigações de desativação de ativos. 

Parte desses efeitos foi compensada por ganho de US$ 100 milhões com venda de ativos na Mosaic Fertilizantes, incluindo US$ 94 milhões na transação de Patos de Minas.

Os resultados também foram impactados por provisão de US$ 261 milhões, após impostos, sobre ativos fiscais diferidos na Mosaic Fertilizantes.

O fluxo de caixa das operações foi de US$ 825 milhões em 2025, queda de 36,5% em relação aos US$ 1,3 bilhão de 2024. A variação refletiu, segundo a companhia, principalmente, maior capital de giro, com aumento de US$ 428 milhões nos estoques de produtos acabados e de US$ 346 milhões em rocha fosfática e preços de enxofre. No quarto trimestre, o fluxo de caixa operacional foi negativo em US$ 56 milhões, em meio à formação de estoques.

Potássio

O segmento de Potássio registrou vendas líquidas de US$ 2,7 bilhões em 2025, queda em relação aos US$ 2,4 bilhões em 2024, com aumento de preços e volumes. O lucro operacional e o Ebitda ajustado cresceram na comparação anual. 

A produção de potássio foi de 8,8 milhões de toneladas no ano.

Fosfato

As vendas líquidas do segmento de Fosfato somaram US$ 4,6 bilhões em 2025, frente a US$ 4,5 bilhões no ano anterior, refletindo preços mais altos e volumes ligeiramente menores. 

O lucro operacional e o Ebitda recuaram na comparação anual, em função de maiores custos de conversão, aumento de despesas com ociosidade e paradas programadas, além de custos mais elevados de matérias-primas, segundo a Mosaic. Parte do impacto foi compensada por margens de stripping mais altas e menor custo médio de rocha.

No quarto trimestre, os volumes de vendas foram pressionados por menor demanda por fosfato nos Estados Unidos, o que levou a níveis mais elevados de estoques de produtos acabados.

Para o primeiro trimestre, a Mosaic projeta volumes de vendas entre 1,7 milhão e 1,9 milhão de toneladas, com preços médios de DAP entre US$ 640 e US$ 670 por tonelada.

A empresa pontuou que o custo médio do enxofre foi de US$ 306 por tonelada no quarto trimestre mas, no fim do período, os preços de referência superaram US$ 500 por tonelada, com impacto sobre o valor dos estoques. 

A Mosaic estima que o efeito integral dos preços mais altos do insumo seja refletido no custo dos produtos vendidos no segundo trimestre. Cada aumento de US$ 10 por tonelada no custo do enxofre pode reduzir o Ebitda trimestral em cerca de US$ 10 milhões. 

A produção de fosfato totalizou 6,3 milhões de toneladas em 2025, praticamente estável em relação a 2024.

Fertilizantes

O segmento de fertilizantes registrou vendas líquidas de US$ 4,8 bilhões em 2025, ante US$ 4,4 bilhões no ano anterior, com preços mais elevados. 

O lucro operacional foi de US$ 277 milhões, frente a US$ 238 milhões em 2024. O Ebitda ajustado alcançou US$ 567 milhões, ante US$ 344 milhões no ano anterior.

Os resultados refletiram também margens de produção mais baixas, associadas a maior participação de vendas de SSP (superfosfato simples), custos mais elevados de enxofre e maiores despesas com ociosidade e paradas programadas em Uberaba.

Os volumes de vendas totalizaram 9 milhões de toneladas no ano, em linha com 2024. 

No quarto trimestre, os volumes e a margem de distribuição por tonelada foram impactados por aumento da concorrência e condições de crédito mais restritivas. A empresa informou que manteve participação estável no mercado brasileiro de fertilizantes em 2025.

Diante da alta nos preços do enxofre e da mudança na demanda para produtos de SSP, a Mosaic reduziu temporariamente a produção de SSP na joint venture Fospar e na unidade de Araxá, que juntas representam cerca de 30% da produção da companhia no Brasil. A empresa informou que segue avaliando seus planos de produção conforme a evolução das condições do mercado de enxofre.

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Fonte : CNN

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