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Os setores da economia reforçaram nas últimas semanas sua reação à possibilidade de redução da jornada de trabalho e coordenam esforços para adiar a tramitação do tema no Congresso Nacional. A ideia é de que qualquer discussão fique para depois das eleições de 2026.

Empresários acreditam que o apelo eleitoral do fim da escala 6×1 poderia empurrar a aprovação do tema no Congresso neste ano, sem o devido debate técnico. Desatrelada da corrida nas urnas, o destino da pauta seria diferente na avaliação destes executivos.

O presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Vander Costa, defendeu em entrevista à CNN Brasil que o debate aconteça de maneira tranquila, com um cronograma de audiências públicas com diferentes entidades de empregadores e empregados.

“É uma discussão que demanda tempo. Não pode ser corrida por conta das eleições. No meu setor, por exemplo, já temos um problema de oferta de mão-de-obra, faltam motoristas. Imagine se simplesmente reduzirmos a disponibilidade dos empregados”, disse.

“A gente vê o governo querendo que seja um projeto com urgência, e o Congresso, uma PEC. É uma disputa que está envolvendo a política, e precisa ser um debate técnico”, completou.

No esforço de reforçar a reação contra a pauta, os setores discutem uma nota técnica conjunta, que pode ser publicada nos próximos 10 ou 15 dias. Enquanto isso, os diferentes setores vêm individualmente criticando o impacto da redução da jornada de trabalho.

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Fonte : CNN

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