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A forte chuva que atingiu Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira, provocou transtornos que não eram registrados há 85 anos. O rio Paraibuna, que corta o município, não transbordava e saía da calha desde 1940.

A afirmação foi feita pela prefeita Margarida Salomão (PT) durante uma ligação, nesta terça-feira (24), com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

“Desde 1940 que o Rio Paraibuna, que atravessa a cidade, não sai da calha. Pois, saiu agora. O Morro do Cristo, que é nossa referência, ontem, sofreu um deslizamento assustador. Então, a cidade inteira sofreu muito. Ontem, foi uma precipitação de 186 milímetros de chuva em quatro horas. Não há estrutura que aguente”, disse Margarida na conversa com Alckmin.

A chefe do executivo disse que a cidade precisa da ajuda urgente dos ministérios da Saúde e do Desenvolvimento, responsável pela Defesa Civil Nacional. Posteriormente, a petista disse que precisará do Ministério das Cidades para “enfrentar os ferimentos na área da infraestrutura”.

O vice-presidente afirmou que irá acionar os ministérios para ajudar a cidade da Zona da Mata. “O que precisar aí, você me liga. Eu já vou conversar com o Wolnei [Secretário Nacional de Defesa Civil] e com o pessoal da Saúde”, disse Alckmin.

Até o momento, 30 mortes foram confirmadas nos municípios de Juíz de Fora e Ubá. De acordo com os Bombeiros, as cidades contabilizam 39 desabrigadas após a situação de calamidade. Ainda de acordo com os agentes, 208 vítimas foram resgatadas com vida.

O vice-presidente Geraldo Alckmin informou que o governo federal irá liberar R$ 800 por pessoa desabrigada para auxiliar as prefeituras.

Entre as ações anunciadas, também estão a liberação antecipada de pagamentos do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC). O governo de Minas Gerais anunciou, em coletiva de imprensa nesta terça-feira (24), que irá antecipar as verbas previstas para o próximo ano aos municípios.

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Fonte : CNN

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