A PF (Polícia Federal) informou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que encontrou dificuldades técnicas para realizar a perícia em vídeos relacionados à ação que trata de operações policiais no Rio de Janeiro. Em ofício encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, a corporação solicitou o envio do material em mídia física e a fixação de novo prazo para conclusão dos exames.
O documento é assinado pelo diretor-geral substituto da PF, William Marcel Murad.
Segundo a PF, a Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro disponibilizou links de acesso às imagens das câmeras corporais utilizadas por policiais da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) durante a Operação Contenção, realizada em 28 de outubro de 2025. Ao acessar a plataforma indicada, a corporação identificou 945 vídeos disponíveis para visualização.
No entanto, após verificação por amostragem, a PF constatou que apenas a funcionalidade de reprodução direta estava habilitada, sem possibilidade de download dos arquivos.
De acordo com o ofício, a ausência da opção de extração inviabiliza a preservação do material, a análise de viabilidade técnica e a eventual realização da perícia.
A corporação também apontou que apenas um dos arquivos possuía código de verificação de integridade (hash), inexistindo a mesma informação para os demais vídeos, o que comprometeria a conferência de autenticidade após eventual transferência dos dados.
Diante das limitações, a PF solicitou que seja determinado à Secretaria o encaminhamento dos arquivos em mídia física, no formato nativo. Caso o formato seja proprietário e não compatível com players comerciais, a corporação pede ainda o envio do software ou ferramenta necessária para adequada visualização e análise.
Considerando o volume de 945 vídeos, a PF também requereu a fixação de novo prazo para conclusão da perícia, a contar do efetivo recebimento dos arquivos e da realização de avaliação técnica preliminar.
source
Fonte : CNN