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Nos Estados Unidos, o líder democrata no Comitê de Supervisão da Câmara, deputado Robert Garcia, da Califórnia, afirmou, nesta terça-feira (24), que o Departamento de Justiça do governo Trump parece ter retido entrevistas do FBI com uma vítima que alegou ter sido abusada sexualmente pelo presidente Donald Trump.

Os arquivos fariam parte do enorme acervo de documentos relacionados ao caso do criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.

Garcia disse à âncora Pamela Brown, da CNN, que analisou um “manifesto” que apontava para documentos e entrevistas com a vítima e que, embora alguns dos documentos e registros das entrevistas estivessem disponíveis, outros não estão.

“Há uma série de documentos, e parece haver possíveis entrevistas que o FBI conduziu com a sobrevivente, que estão faltando, às quais não temos acesso”, disse ele.

O Departamento de Justiça declarou em um comunicado: “O arquivo que listava todas as entrevistas foi temporariamente tirado do ar para omissão de vítimas e voltou a estar disponível na quinta-feira. Não excluímos nada e, como sempre dissemos, todos os documentos pertinentes foram produzidos; os que não foram se enquadram em uma das seguintes categorias: cópias, confidenciais ou parte de uma investigação federal em andamento.”

A CNN entrou em contato com a Casa Branca para obter um posicionamento.

Em resposta à reportagem da NPR sobre a possível omissão, uma porta-voz da Casa Branca afirmou que Trump – que sempre negou qualquer irregularidade relacionada a Epstein – “fez mais pelas vítimas de Epstein do que qualquer pessoa antes dele”.

Retrato do financista americano Jeffrey Epstein (à esquerda) e do incorporador imobiliário Donald Trump enquanto posam juntos na propriedade Mar-a-Lago, Palm Beach, Flórida, 1997 • Foto de Davidoff Studios/Getty Images
Retrato do financista americano Jeffrey Epstein (à esquerda) e do incorporador imobiliário Donald Trump enquanto posam juntos na propriedade Mar-a-Lago, Palm Beach, Flórida, 1997 • Foto de Davidoff Studios/Getty Images

“Como o presidente Trump já disse, ele foi totalmente isento de qualquer coisa relacionada a Epstein”, declarou a porta-voz Abigail Jackson à NPR em um comunicado.

“E ao divulgar milhares de páginas de documentos, cooperar com a intimação solicitada pelo Comitê de Supervisão da Câmara, assinar a Lei de Transparéncia dos Arquivos Epstein e pedir mais investigações sobre os amigos democratas de Epstein, o presidente Trump fez mais pelas vítimas de Epstein do que qualquer pessoa antes dele”, acrescentou.

Em uma publicação no X, o deputado Garcia foi enfático em suas condenações às ações do Departamento de Justiça, sugerindo que o departamento violou a lei recentemente aprovada que o obrigava a divulgar todos os arquivos de Epstein em sua posse.

“Encobrir evidéncias diretas de um possível abuso do presidente dos Estados Unidos é o crime mais grave possível neste acobertamento da Casa Branca”, acrescentou Garcia.

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Fonte : CNN

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