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A guerra entre Rússia e Ucrânia completou quatro anos, tornando-se o conflito mais longo na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Com praticamente nenhum cessar-fogo efetivo durante esse período, o desgaste é visível entre os ucranianos, que enfrentam dificuldades crescentes para manter a resistência contra as forças russas.

Segundo a analista de Internacional da CNN Fernanda Magnotta, dois grandes dilemas impedem o fim do conflito. O primeiro é a questão territorial, já que a Rússia ocupa atualmente cerca de 20 a 25% do território ucraniano. “A cessão territorial é um grande X da questão, é o que impediu várias vezes as negociações de avançarem”, explicou Magnotta, destacando que os russos não abrem mão das áreas conquistadas, enquanto os ucranianos insistem na recuperação de sua integridade territorial.

Garantias de segurança: o segundo grande entrave

O outro ponto crucial envolve as garantias de segurança para ambos os lados. Do lado russo, há o temor da aproximação da Otan de suas fronteiras, enquanto os ucranianos receiam ficar vulneráveis a novas incursões russas caso percam o apoio ocidental. “É um dilema de confiança, de mediação, de moderação e é um dilema sobre interesses objetivos que ainda não puderam ser conjugados”, afirmou a analista.

A falta de consenso internacional também dificulta a resolução do conflito. Durante o evento que marcou os quatro anos da guerra, realizado em Kiev, observou-se a ausência de importantes lideranças mundiais. Alguns países enviaram apenas representantes de segundo escalão, sinalizando uma possível mudança de prioridades no cenário internacional.

O presidente Zelensky tem insistido para que o presidente americano visite a Ucrânia, na tentativa de gerar um comprometimento maior dos Estados Unidos. No entanto, diferentemente do governo anterior, a atual administração americana mantém uma relação mais transacional com Kiev, avaliando constantemente o custo-benefício de seu apoio.

Em entrevista recente à CNN americana, Zelensky reconheceu o momento difícil que o país atravessa. A jornalista Clarissa Ward, que esteve várias vezes na Ucrânia durante o conflito, relatou que esta foi a ocasião em que sentiu “a menor energia” e o maior desgaste entre os ucranianos, com um sentimento crescente de que não seria possível vencer a guerra.

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Fonte : CNN

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