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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), já iniciou movimentos para garantir o engajamento da poderosa estrutura municipal do PSD em seu projeto de reeleição em 2026 — um apoio considerado estratégico, mas que hoje é visto com cautela por aliados diante do recente resfriamento da relação com o presidente da sigla, Gilberto Kassab.

Kassab deve deixar a Secretaria de Governo paulista no próximo mês. Publicamente, ele afirma que a saída servirá para que se dedique à estratégia nacional do partido e para cumprir eventual desincompatibilização eleitoral — embora, entre aliados do governador, a hipótese de o dirigente compor como vice na chapa seja considerada remota neste momento.

O PSD comanda hoje uma das maiores máquinas políticas do estado. A legenda reúne entre 207 e 212 prefeitos entre os 645 municípios paulistas e, após uma onda de filiações — muitas delas oriundas do PSDB —, passou a deter a maior bancada da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Esse capilaridade no interior é vista por interlocutores do Palácio dos Bandeirantes como decisiva para o projeto de reeleição.

Reservadamente, aliados de Tarcísio admitem preocupação com o grau de empenho que o PSD colocará na campanha. A avaliação é que o governador deve ter o partido formalmente na chapa, mas ainda há dúvidas sobre o nível de mobilização efetiva da estrutura municipal.

A ofensiva de Kassab para ampliar o PSD provocou forte irritação no PSDB, especialmente após a filiação de deputados estaduais que deixaram a sigla tucana rumo ao partido comandado por ele.

O movimento reforçou o protagonismo do PSD em São Paulo, mas também elevou a tensão dentro da base aliada e alimentou desconfianças sobre o real alinhamento político do partido no ciclo eleitoral que se aproxima.

Partidos da base de Tarcísio constantemente acusam Kassab de ter se utilizado da secretaria de Governo e Relações Institucionais para ampliar o poder do PSD no interior do estado.

O esforço do entorno de Tarcísio, por entender os próximos passos junto ao PSD, ocorre em meio ao distanciamento recente entre ele e Kassab, evidenciado pela troca pública de indiretas nas últimas semanas.

Como mostrou a CNN, aliados do governador já admitem que houve um esfriamento da relação e que Kassab perdeu espaço nas conversas mais estratégicas do entorno do Palácio dos Bandeirantes.

Nesse cenário, a eventual participação do dirigente do PSD na campanha passou a ser vista mais como ativo político do que como movimento automático.

Outro fator que pesa na equação é o futuro partidário do vice-governador Felício Ramuth (PSD). Nos bastidores, circula a possibilidade de mudança de legenda, movimento que pode influenciar diretamente o desenho da chapa de 2026.

Hoje, interlocutores do governo afirmam que Tarcísio mantém preferência por preservar Ramuth como vice, o que também reduz o espaço político para Kassab nesse posto.

Influência da disputa presidencial

Dirigentes de siglas na base de Tarcísio lembraram de um risco de desalinhamento na campanha presidencial nos palanques paulistas, podendo afastar nomes do PSD de Tarcísio e, principalmente, de Flávio Bolsonaro.

Com o PSD lançando candidatura própria a presidência, eventuais agendas conjuntas Tarcísio-Flávio podem não ser concretizadas em cidades estratégicas comandadas pelo PSD. Os palanques regionais tendem a ser estratégicos não só para a eleição ao governo estadual, mas também na presidencial.

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Fonte : CNN

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