A PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal) instaurou três novos inquéritos para apurar mortes suspeitas de três pessoas dentro de um hospital particular no Distrito Federal. A Coordenação de Homicídios quer saber se as mortes tiveram relação com os técnicos de enfermagem presos em janeiro suspeitos de assassinar os pacientes.
Cada inquérito aberto é para apurar a morte de um paciente em específico. E são apurações separadas do outro inquérito, que constatou as mortes de três pacientes, entre 33 e 75 anos de idade, e levou à prisão Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva.
A CNN Brasil apurou que esse inquérito que investiga a morte de Miranilde Pereira da Silva, 75 anos; João Clemente Pereira, 63 anos; e Marcos Moreira, 33 anos, está em fase final e deve ser concluído até a semana que vem por conta do prazo das prisões.
Com os novos inquéritos, os investigadores terão mais tempo para apurar os demais casos e colher depoimentos. Todas as mortes foram no mesmo hospital particular onde os técnicos trabalhavam e foram no segundo semestre do ano passado, como as demais já descobertas.
Relembre
O Hospital Anchieta instaurou um comitê interno de análise que, em menos de 20 dias, identificou as evidências contra os ex-funcionários por meio de câmeras de segurança dos leitos e análise de prontuários. Embora tenham negado as acusações no início dos interrogatórios, os suspeitos confessaram os crimes após serem confrontados com as imagens das câmeras de monitoramento.
O caso é investigado como homicídio qualificado. Para ocultar as ações, o técnico aguardava a reação dos pacientes às substâncias, que resultavam em paradas cardíacas. Diante da presença de outros funcionários ou para manter a aparência de normalidade, ele realizava manobras de massagem cardíaca nas vítimas, simulando uma tentativa de reanimação.
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Segundo a polícia, o técnico Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, acessava o sistema de prescrição de medicamentos utilizando a conta de um médico. Após prescrever substâncias incorretas ou em doses letais, ele buscava os fármacos na farmácia, preparava as doses e as escondia no jaleco para evitar detecção ao entrar nos leitos.
Em um dos casos, as autoridades relataram que o técnico injetou desinfetante com uma seringa, por mais de 10 vezes, em uma idosa de 75 anos.
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A defesa técnica de Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo enfatiza o princípio constitucional da presunção de inocência, destacando que o caso ainda se encontra em fase de inquérito e que não há uma sentença condenatória ou denúncia formalizada. Em nota oficial, os advogados classificam as informações divulgadas como “narrativas especulativas” que antecipam um juízo de culpa indevido.
A CNN Brasil tenta contato com as defesas de Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva. O espaço segue aberto.
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Fonte : CNN