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A PGR (Procuradoria-Geral da República) afirmou nesta terça-feira (24) que os irmãos Domingos Brazão e João Francisco Brazão, o Chiquinho, chegaram a cogitar a execução do então deputado Marcelo Freixo antes de decidir pelo assassinato da vereadora Marielle Franco.

Segundo a acusação, a decisão ocorreu após sucessivos confrontos políticos com o PSOL e, posteriormente, com a atuação de Marielle. De acordo com a Procuradoria, os irmãos estariam “fartos” dos embates e optaram pelo homicídio da vereadora.

Na sustentação oral perante a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, afirmou que, em um primeiro momento, foi considerada a execução de Freixo. O plano, porém, teria sido descartado após o atirador apontar dificuldades operacionais para a realização do crime.

Conforme a tese apresentada pela acusação, Marielle tornou-se o “alvo alternativo” da organização criminosa.

“Ações do partido prejudicaram os loteamentos irregulares que faziam parte dos planos futuros dos irmãos Domingos e João Francisco, sobretudo na área de Jacarepaguá”, afirmou Chateaubriand.

Os cinco acusados de serem mandantes do assassinato da vereadora e seu motorista Anderson Gomes começaram a ser julgados nesta terça, oito anos após o crime. A PGR pede a condenação por organização criminosa, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio.

Respondem à ação penal o conselheiro afastado do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Rio de Janeiro), Domingos Brazão; o ex-deputado federal João Francisco Brazão, conhecido como Chiquinho Brazão; o delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa; o ex-policial militar Ronald Paulo de Alves, o Major Ronald; e o ex-assessor Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”.

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Fonte : CNN

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