O conselho de administração da Caixa Econômica Federal se reuniu no fim da tarde desta segunda-feira (23) e discutiu um pacote de medidas para ajudar o BRB (Banco de Brasília).
O banco público teria decidido entrar nas negociações após dificuldade do Banco de Brasília em obter um empréstimo junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos).
Neste momento, está na mesa de negociações a compra por parte da Caixa de ativos do BRB considerados “de qualidade” – os fundos do Master não devem entrar nessa equação.
As possibilidades serão apresentadas ao Banco de Brasília na terça-feira (24), quando os presidentes Nelson de Souza (BRB) e Carlos Vieira (Caixa) devem se reunir para debater as medidas.
A “ajuda” da Caixa teria sido solicitada pelo BRB. No entanto, o GDF (Governo do Distrito Federal) estaria resistente em qualquer passo para além da compra de ativos.
O presidente do BRB já descartou anteriormente a possibilidade de federalizar o banco, na Caixa o que se fala é que esse seria “um último passo” caso nenhum outro surta efeito.
Para além da possibilidade de a Caixa comprar carteiras do BRB, o banco público estuda ainda neste primeiro momento a entrada no “pool” de bancos que poderiam emprestar dinheiro ao DF ou até se tornar sócia de alguma outra subsidiária do GDF.
Entenda
O empréstimo do FGC era a principal aposta do BRB para lidar com um eventual prejuízo causado pelas operações firmadas com o Banco Master.
Mas, como revelado pelo jornal Valor Econômico, o fundo consolidou a oferta de crédito a uma entrada conjunta de outros bancos, o que não se mostrou viável e, com isso, a proposta não foi concretizada.
Na semana passada, o governo do Distrito Federal — controlador do BRB — enviou um projeto de lei à Câmara Legislativa do Distrito Federal que autoriza o aporte de capital no BRB.
A proposição legislativa autoriza a recomposição, o reforço e a ampliação do patrimônio líquido, do capital social, bem como a realização de aporte patrimonial de bens, de forma a assegurar a adequada estrutura de capital da instituição.
“A execução da proposta apresentada pelo acionista controlador estará em consonância com as normas do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central. As futuras medidas também devem observar a legislação aplicável às instituições financeiras e às alienações de bens públicos, bem como os princípios de legalidade, eficiência, economicidade, transparência e governança”, disse o BRB em nota divulgada no sábado (21).
O projeto ainda precisa ser aprovado pela CLDF (Câmara Legislativa do Distrito Federal) para entrar em vigor. No entanto, já enfrenta resistências por propor como garantia em empréstimos áreas públicas de Brasília, entre parques e até usadas como centros de saúde.
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Fonte : CNN