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Apesar do otimismo com a queda do tarifaço de Donald Trump após decisão da Suprema Corte dos EUA na semana passada, o recado de que o Brasil segue sob investigação de autoridades norte-americanas ainda preocupa, diz o presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), José Velloso, em entrevista ao CNN Money nesta segunda-feira (23).

A medida segue no âmbito da “Seção 301”, que apura se o Brasil pratica comércio injusto.

“Se o Brasil vier a perder nesse processo, que deve ser concluído entre maio e junho deste ano, os Estados Unidos poderão colocar novamente tarifas elevadas”, afirmou.

O processo questiona seis itens, incluindo Pix, questões relacionadas à Amazônia, descaminho, propriedade intelectual e etanol.

Segundo Velloso, mesmo com boa defesa técnica do Brasil, o resultado pode ser político, e há risco de retorno de tarifas mais altas.

No último quadrimestre de 2025, com o pico do tarifaço, o setor registrou queda de 11% nas exportações para os Estados Unidos.

Setor beneficiado

Um levantamento realizado pela Global Trade Alert revela que o Brasil será o maior beneficiado com a nova tarifa de 15% imposta pelos Estados Unidos. O estudo aponta que as alíquotas médias das exportações brasileiras registraram uma queda significativa, passando de 26,3% para 12,8%, uma redução de 13,5 pontos.

Velloso destaca que o setor de máquinas e equipamentos foi ainda mais beneficiado que a média nacional.

“Nosso setor estava com uma tarifa de 50% e agora está com uma tarifa de 15%”, explicou.

Além do Brasil, outros países também foram beneficiados com a decisão, como China e Índia, que tiveram reduções de 7,1% e 5,6%, respectivamente.

Por outro lado, nações que haviam fechado parcerias com os EUA acabaram prejudicadas, como Reino Unido, Itália e Singapura, que enfrentarão aumentos.

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Fonte : CNN

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