O Brasil e a Coreia do Sul assinaram, nesta segunda-feira (23), um acordo para cooperação em áreas consideradas estratégicas, como economia digital, bioeconomia, manufatura avançada e minerais críticos.
O “Acordo sobre Comércio e Integração Produtiva entre Brasil e Coreia do Sul” gera um marco institucional permanente visando ampliar o comércio e fortalecer a integração produtiva entre as partes, enfatizando inovação, agregação de valor e geração de empregos qualificados.
Márcio Elias Rosa, secretário-executivo do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), aponta que o momento é favorável ao acordo, considerando fatores como “pleno emprego, aumento da massa salarial e inflação controlada” no Brasil.
“Esses resultados criam as condições necessárias para aprofundar a integração produtiva, atrair investimentos e ampliar parcerias estratégicas, como a firmada com a Coreia do Sul”, afirma a autoridade, que acompanha a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em viagem pela Ásia.
A expedição presidencial começou com roteiro pela Índia, onde Lula mirou participação em um evento sobre inteligência artificial e ampliação de acordos estratégicos. Agora, na Coreia, um dos principais objetivos do governo é abertura do mercado do país às carnes brasileiras.
A expectativa da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), segundo o presidente Jorge Viana, é de que a viagem resulte em investimentos na ordem de R$ 300 bilhões.
O acordo contempla cooperação em áreas estratégicas visando:
- Agricultura;
- Integração e resiliência de cadeias de valor, inclusive em minerais críticos;
- Manufatura avançada e tecnologias do futuro;
- Economia digital;
- Economia verde e bioeconomia;
- Facilitação do comércio e dos investimentos e do fortalecimento das medidas sanitárias e fitossanitárias aplicadas ao comércio agrícola.
Segundo nota do Mdic, a tratativa também abre caminho para “integração econômica mais ampla”, inclusive em caso de eventuais negociações entre o Mercosul e a Coreia do Sul.
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Fonte : CNN