As ações internacionais americanas promovidas durante o governo de Donald Trump caracterizaram-se por intervenções pontuais e de curta duração, diferentemente das operações mais prolongadas conduzidas por seus antecessores. A análise foi feita pela professora de Relações Internacionais Ana Carolina Marson, durante entrevista ao Live CNN.
Segundo a especialista, enquanto governos anteriores realizaram intervenções militares extensas, como nos casos do Afeganistão e do Iraque, a administração Trump adotou uma abordagem marcada por ações rápidas e limitadas.
“Donald Trump, ao contrário de seus antecessores que realizaram ações mais longas, por exemplo, a intervenção dos Estados Unidos no Afeganistão, no Iraque, o que nós vemos são intervenções mais pontuais”, explicou.
Marson comentou sobre a recente operação mexicana contra o narcotráfico, na qual os Estados Unidos teriam participado fornecendo dados de inteligência.
Tanto a porta-voz da Casa Branca, Caroline Levitt, quanto autoridades mexicanas confirmaram que a colaboração americana se limitou ao compartilhamento de informações complementares, destacando que a ação foi conduzida principalmente pelas Forças Armadas mexicanas.
A professora avalia que essa postura está alinhada com as promessas de campanha de Trump, que se elegeu com a proposta de reduzir gastos militares internacionais. “Quando Donald Trump se elegeu, ele se elegeu em cima da base de cortar gastos internacionais. Então ele foi muito contrário contra os gastos na guerra do Iraque”, lembrou Marson.
Pressão diplomática sem envolvimento direto
Ainda sobre a operação mexicana, a especialista acredita que Trump tenha exercido pressão diplomática sobre o governo de Claudia Sheinbaum, mas manteve a contribuição americana limitada ao fornecimento de inteligência. “Para ele não é interessante realizar gastos militares fora do seu país, a não ser que sejam pontos muito complicados como nós estamos vendo agora, é o caso do Irã”, concluiu.
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Fonte : CNN