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O CEO global do grupo Enel, Flavio Cattaneo, afirmou que os apagões recorrentes em São Paulo estão ligados a uma característica estrutural da infraestrutura elétrica da cidade, onde a rede é predominantemente aérea e convive com arborização urbana densa. Segundo ele, em situações de chuvas fortes e eventos climáticos extremos, “é impossível evitar o blackout”.

“Existe uma situação particular porque a infraestrutura em São Paulo não é subterrânea, é totalmente aérea e passa por dentro das árvores, não pelas laterais. Isso é impossível porque há uma tempestade. É uma situação especial. É impossível evitar o apagão”, disse o executivo durante o “Enel Capital Markets Day 2026”, evento que aconteceu nesta segunda-feira (23) em Milão, na Itália, para apresentar ao mercado do novo plano estratégico da companhia para os próximos anos.

Em tom enfático, disse que, nas atuais condições, “apenas Jesus Cristo poderia resolver”, indicando que o problema não pode ser eliminado apenas com gestão operacional. Cattaneo, no entanto, defendeu a abertura de uma discussão para uma “solução definitiva”, que envolva mudanças estruturais na rede, como eventual enterramento de cabos, e ressaltou que a aprovação de investimentos (capex) exige tempo de implementação, que nem sempre coincide com a expectativa imediata da população.

“Nesse caso, acho que temos uma boa discussão para propor a eles uma solução definitiva, uma solução final, para evitar esse problema, porque, em nossa opinião, provavelmente não é a Enel que vai resolver”, acrescentou.

Ele também mencionou que o debate ocorre em ambiente eleitoral, o que, segundo ele, dificulta uma discussão técnica sobre o tema. O executivo destacou ainda que, pela legislação brasileira, o valor regulatório da concessão está atrelado à RAB (Base de Remuneração Regulatória), estimada em cerca de 2,5 bilhões de euros, o que representa apenas os ativos da concessão e não o valor total da companhia no país, que inclui geração e outros serviços.

Cattaneo acrescentou que, nos últimos três anos, a companhia recuperou cerca de 50% da qualidade do serviço na área de concessão e afirmou que é preciso encontrar uma solução estrutural para São Paulo.

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Fonte : CNN

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