A companhia aérea Azul saiu da reestruturação do Chapter 11 protegida de quaisquer novos obstáculos potenciais, e agora se concentrará no “crescimento responsável”, disse o presidente-executivo John Rodgerson em entrevista à Reuters, descartando quaisquer planos de fusão ou aquisição.
A Azul anunciou na sexta-feira (20) que havia saído do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11, após cerca de nove meses, acrescentando que havia alcançado seus objetivos de fortalecer sua estrutura de capital, aumentar a liquidez e reduzir o endividamento durante o processo.
“Eu estou super feliz para gerenciar esta empresa agora, desalavancada. A melhor coisa é ser gestor de uma empresa que fez tudo que teve que fazer para limpar nosso balanço”, disse Rodgerson.
A Azul entrou com um pedido de recuperação judicial em maio de 2025 para reestruturar sua dívida, como parte de uma série de companhias aéreas latino-americanas que buscaram recuperação após a pandemia— incluindo as rivais Gol e LATAM Airlines .
A companhia aérea reduziu suas dívidas e obrigações de arrendamento em cerca de US$ 2,5 bilhões durante o processo, que também incluiu a captação de quase US$ 1,4 bilhão por meio de dívidas e US$ 950 milhões em investimentos de capital.
“Nós sabemos que a empresa com menor alavancagem vai ganhar a corrida. É simples assim. Nós estamos em um país que tem várias incertezas, então o que nós fizemos agora é que nós blindamos a empresa para durar qualquer coisa”, disse Rodgerson.
A Azul saiu do processo de falência com um índice de alavancagem líquido inferior a 2,5, abaixo dos 3,3 registrados durante a pandemia, observou o CEO.
United e American apoiam reestruturação
Como parte da reestruturação da Azul, a American Airlines e a United Airlines concordaram em investir na companhia aérea brasileira.
A Azul recebeu US$ 100 milhões da United e firmou um compromisso com a American para um investimento adicional de US$ 100 milhões em ações, sujeito à aprovação antitruste.
“Eles podiam ter investido em qualquer outra empresa, mas eles decidiram embarcar conosco nisso”, disse Rodgerson. “Elas querem a conectividade que nós temos aqui dentro do Brasil.”
A reestruturação também pôs fim a quaisquer ideias de fusão, acrescentou ele.
Em 2025, a companhia aérea manteve negociações com o Grupo Abra sobre uma possível fusão com a Gol, controlada pelo Abra, mas elas terminaram em setembro, quando a Azul voltou seu foco para o processo de recuperação judicial. Ela também teve uma tentativa fracassada de se unir à LATAM em 2021.
“Esquece”, disse Rodgerson quando questionado sobre uma possível fusão.
source
Fonte : CNN