O presidente dos EUA, Donald Trump, está curioso para saber por que o Irã ainda não “se rendeu” e aceitou limitar seu programa nuclear, enquanto Washington aumenta sua capacidade militar no Oriente Médio, disse o enviado especial de Trump, Steve Witkoff.
“Não quero usar a palavra ‘frustrado’, porque ele entende que tem muitas alternativas, mas está curioso para saber por que eles não… Não quero usar a palavra ‘se renderam’, mas por que eles ainda não se renderam”, disse Witkoff em entrevista no sábado (22) ao programa My View with Lara Trump, da Fox News, apresentado pela nora do presidente.
“Por que, sob essa pressão, com a quantidade de poder naval e marítimo presente lá, eles não vieram até nós e disseram: ‘Declaramos que não queremos uma arma, então aqui está o que estamos dispostos a fazer’? E ainda assim é meio difícil levá-los a esse ponto.”
Trump ordenou um grande reforço de forças no Oriente Médio e preparativos para um possível ataque aéreo de várias semanas contra o Irã. O país ameaçou atacar bases dos EUA se for atacado.
Irã nega buscar armas nucleares
Os Estados Unidos querem que o Irã desista do urânio enriquecido, que Washington diz poder ser usado para fabricar uma bomba, além de parar de apoiar militantes no Oriente Médio e aceitar limites ao seu programa de mísseis.
Teerã afirma que seu programa nuclear é pacífico, mas está disposto a aceitar algumas restrições em troca do levantamento de sanções financeiras. O país rejeita vincular isso a outras questões, como mísseis e apoio a grupos armados.
“Eles têm enriquecido muito além do necessário para energia nuclear civil. Chega a 60% de pureza físsil”, disse Witkoff. “Eles provavelmente estão a uma semana de ter material de nível industrial para fabricar bombas, e isso é realmente perigoso.”
Um alto funcionário iraniano disse à Reuters no domingo que Irã e Estados Unidos ainda têm visões divergentes sobre o alívio das sanções nas negociações.
Witkoff também afirmou que se reuniu, por orientação de Trump, com o opositor iraniano Reza Pahlavi, filho do xá deposto na Revolução Islâmica de 1979. Ele não forneceu mais detalhes sobre o encontro.
Pahlavi, que vive no exílio, serviu como figura de referência para parte da oposição iraniana durante os protestos anti-governo no mês passado, nos quais acredita-se que milhares de pessoas foram mortas — a pior onda de agitação interna desde a era da revolução.
No início de fevereiro, Pahlavi disse que uma intervenção militar dos EUA no Irã poderia salvar vidas e pediu que Washington não demorasse demais negociando com os governantes clericais de Teerã sobre um acordo nuclear.
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Fonte : CNN