Os Jogos Olímpicos de Milão-Cortina se encerram neste domingo (22). Após concluir a participação olímpica, a brasileira Bruna Moura contou à Itatiaia sua experiência e projetou a edição de 2030, nos Alpes Franceses.
A atleta competiu no sprint clássico, na maratona dos 10km e na prova por equipes do esqui cross-country, concluindo as três provas. Com isso, Bruna pode realizar o seu sonho que era se tornar uma atleta olímpica.
Durante a maratona, Bruna chamou a atenção por ser uma das poucas atletas que estavam com energia para vibrar e comemorar. Para ela, o clima olímpico fez com que restasse fôlego, mesmo após uma das modalidades mais cansativas dos Jogos de Inverno.
“Os Jogos foram uma experiência maravilhosa. Eu aproveitei muito, em cada prova que eu competi, eu entreguei o meu melhor. Mas toda essa emoção, acho que me impediram de entregar um pouco a mais e por isso eu tinha esse fôlego para vibrar, para rir, para gritar, porque eu estava em êxtase”, contou.
Ela também conta que ver outras atletas realizarem o sonho de competir em uma Olimpíada trazia energia para vibrar junto de suas rivais.
“Foi mágico ver outras atletas concluindo e concretizando o sonho de se tornarem atletas olímpicas, principalmente nos 10km, a prova mais difícil que eu já fiz em tantos anos de carreira”, explicou.
Questionada sobre os Jogos de 2030, Bruna respondeu à Itatiaia que, inicialmente, não ter como meta disputar diversas edições.
“Meu objetivo nunca foi ser um atleta com várias Olímpiadas, nunca tive essa ambição. Meu objetivo sempre foi bem individual, me tornar uma atleta olímpica. Classificar para 2022 já tinha sido um feito gigantesco, eu imaginava que ali concretizaria esse sonho, não consegui. Em 2026 deu tudo certo, sem tragédias no caminho”, disse Bruna.
Ela disse que sente o carinho da torcida brasileira por sua trajetória desde 2022. Na ocasião, Bruna sofreu um grave acidente na Áustria que a tirou dos Jogos de Pequim.
“Eu recebi tanto carinho das pessoas que descobriram a minha história, principalmente depois prova de sprint. Aquilo me deixou tão feliz e tão motivada. Nesse instante eu consigo pensar, ‘quero voltar em 2030′ não para acumular quantidades olímpicas e sim para trazer resultados melhores do que eu pude apresentar agora”, afirmou.
Ela explicou que a motivação vai para além de resultados melhores e que pensa no desenvolvimento do esporte no país.
“Eu quero retribuir esse carinho dessa forma, entregando o meu melhor, para trazer resultados mais expressivos e quem sabe ajudar a desenvolver mais o esporte em nosso país. Talvez através de alguma inspiração, alguma coisa, eu vou ficar muito feliz se fazer parte disso no nosso país”, finalizou.
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Fonte : CNN