O ator Eric Dane, que morreu aos 53 anos na última quinta (19), se abriu sobre como era viver com o diagnóstico de escleroese lateral amiotrófica (ELA), conhecida como doença de Lou Gehrig.
Em dezembro de 2025, o ator fez sua última aparição pública em um painel virtual da “I AM ALS” (“Eu sou ELA”, em tradução livre), em que definiu como “horrível” conviver com a doença. “É encorajador manter um espírito otimista diante de algo tão horrível“, avaliou e acrescentou que, pelos seus sintomas, “não tinha nenhum motivo para estar de bom humor em nehum momento, nenhum dos dias”. “Acho que ninguém me culparia se eu subisse para o meu quarto, me escondesse debaixo dos lençóis e passasse as próximas duas semanas chorando. Fiquei um pouco surpreso e feliz quando percebi que não era assim, porque tinha certeza de que seria.”
Durante o painel, ele também lembrou seu papel de “Mentes Extraordinárias” de 2024, em que interpretou um bombeiro que precisava contar para sua família sobre o diagnóstico de ELA. Eric avaliou que foi um desafio se desvencilhar de um personagem que vivia algo tão real, mas que se tornou também uma vivência “catártica” do qual era grato.
Seu colega de elenco em “Grey’s Anatomy”, Patrick Dempsey, revelou em uma participação ao “The Chris Evans Breakfast Show”, que alguns amigos em comum foram visitá-lo há cerca de uma semana. “Ele estava perdendo a capacidade de falar. Eu me correspondia com ele, trocávamos mensagens de texto, nos falamos tem uma semana. Ele estava acamado e tinha muita dificuldade de engolir, então sua qualidade de vida estava se deteriorando rapidamente. (…) Eu sinto muito pena das filhas dele. A verdadeira perda é para nós, que não o teremos mais.”
O ator também lembra que ele dedicou seus últimos meses de vida para conscientizar sobre a doença e não mediu esforços ao se envolver com ongs e projetos de pesquisa. “Ele fez um trabalho incrível ao conscientizar as pessoas sobre essa doença terrível e sobre os dias que lhe restam, e isso nos lembra que todos nós precisamos celebrar cada dia como se fosse o último.”
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Fonte : CNN