wp-header-logo-3246.png

A decisão de suspender as tarifas impostas pelo presidente americano Donald Trump, impacta diretamente a cadeia produtiva e exportações do mel. Os EUA são o principal comprador do mel orgânico do Brasil, que destina 84% de suas exportações aos americanos. A decisão da Suprema Corte americana é celebrada pelo setor.

Renato Azevedo, presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel) reforça a alta da competitividade do mel brasileiro. “A queda nas tarifas de importação impostas pelo presidente Trump traz de volta a competitividade ao mel brasileiro e nos coloca novamente numa posição de igualdade perante os concorrentes”, afirmou à CNN Brasil.

“Acreditamos que as negociações de compra vão se destravar com nossos clientes norte-americanos voltando a fazer contratos. É um enorme alívio e uma excelente notícia para todo o setor apícola”, concluiu.

Daniel Breyer, sócio da exportadora de mel orgânico Breyer, acredita que há mais otimismo para o setor com a queda das tarifas. “As sobretaxas estavam inviabilizando as exportações do mel orgânico brasileiro para um mercado importantíssimo. Para conseguirmos escoar um produto tão diferenciado, precisamos de condições e o mel é majoritariamente embarcado para os americanos”, destacou à CNN Brasil.

Breyer ainda destacou as perdas do setor com o desestímulo de clientes em meio ao tarifaço. “Mesmo sendo difícil substituir o mel orgânico do Brasil, com a taxação, alguns clientes já consideravam deixar de comprar. O mel orgânico abastece o mercado externo, por isso, nossa relevância é atrelada ao comércio extrerior”, concluiu.

Em nota, a Confederação Brasileira de Apicultura e Meliponicultura (CBA), celebrou a medida e destacou que as sobretaxas impactaram significativamente as exportações brasileiras de mel. “O nosso mel brasileiro, reconhecido internacionalmente por sua qualidade e diversidade, esteve entre os produtos mais afetados pelas sobretaxas”, destacou.

Além da tarifa adicional de 50%, o produto enfrentava uma taxa de importação de 8,04% no mercado americano. Como isso, as exportações registraram queda de aproximadamente 60% em 2025. A situação compromete contratos, rentabilidade e sustentabilidade econômica de famílias apicultoras, aproximadamente 90% da agricultura familiar.

O mel estava na lista de setores não contemplados pelo alívio tarifário durante a redução de tarifas anunciada pelo presidente americano, Donald Trump. Desde então, o setor busca resistir à concorrência e queda da demanda de clientes. Enquanto itens como café e carne bovina tiveram reduções de tarifas para 40% e posteriormente 10%, o mel persistiu com 50% das tarifas recíprocas.

A agricultura familiar é responsável pela maior parte da produção do mel orgânico. Com o tarifaço em vigor, a Índia aparece como principal concorrente do Brasil para embarques aos EUA. Para os exportadores brasileiros ampliar mercados foi a principal aposta em meio ao tarifaço, mas contratos honrados da última safra, equilibraram a demanda pelo produto.

De acordo com o ComexStat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 34,5 mil toneladas de mel aos EUA, com total de US$ 116,5 milhões.

source
Fonte : CNN

Destaques Informa+

Relacionadas

Menu