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José Mourinho escolheu o silêncio parcial na véspera do compromisso do Benfica contra o Aves, pelo Campeonato Português. O treinador não concedeu entrevista coletiva, mas deu breve declaração ao canal oficial do clube e abordou, sem citar nomes, a denúncia de racismo feita por Vinicius Junior no confronto com o Real Madrid.

“O jogo foi exigente em todos os momentos. Até o minuto 50 foi de exigência máxima, física e tática. Desde o minuto 51 até agora, não tem sido fácil lidar emocionalmente com o que aconteceu e continua acontecendo”, afirmou. “Mas há jogo amanhã, importante para as nossas ambições, e temos de nos focar.”

A referência temporal coincide com o momento em que Vini Jr denunciou ter sido alvo de ofensa racista por parte de Prestianni, após marcar um golaço no Estádio da Luz. A comemoração do brasileiro, diante de um setor da torcida, provocou reação imediata dos jogadores do Benfica e deu início a um tumulto em campo.

O árbitro francês François Letexier aplicou cartão amarelo ao atacante pela comemoração e, na sequência, acionou o protocolo antirracismo da UEFA. A partida ficou paralisada por cerca de dez minutos, sob tensão generalizada.

Durante a interrupção, Vini recebeu apoio de companheiros, enquanto membros das duas comissões técnicas discutiam à beira do gramado. Mourinho foi um dos que se aproximaram do brasileiro naquele momento. Após a retomada, o atacante passou a ser vaiado a cada toque na bola, e objetos foram arremessados em sua direção.

O Real venceu por 1 a 0, mas o pós-jogo ampliou a polêmica. Mourinho foi criticado por declarações em que associou a confusão à “comemoração provocativa” de Vini Jr. Dias depois, o treinador reconhece o impacto do episódio no ambiente do clube, mesmo que evite aprofundar o assunto publicamente.

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Fonte : CNN

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