Pesquisadores observaram na Alemanha uma nuvem de lítio no topo da atmosfera, após o retorno de um foguete da Spacex, empresa do Elon Musk, em fevereiro de 2025.
Pedaços de alumínio e lítio formam partes dos tanques e cascos dos veículos espaciais. Quando partes de foguetes ou satélites inativos retornam a terra, o atrito com a atmosfera aquecem os objetos em temperaturas de quasse mil graus celsius, vaporizando os materiais a 100 quilômetros de altitude.
A pesquisa associa a presença do metal à decomposição de materiais no céu da Terra. Os resultados foram publicados na revista Communications Earth & Environment e representam a confirmação de um caso inédito da detecção direta de poluição atmosférica causada pela reentrada de lixo espacial.
O líder do estudo é o cientista Robin Wing, do instituto alemão Leibniz de Física Atmosférica na Alemanha.
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Cientistas envolvidos no estudo usaram modelos para calcular a trajetória da poluição e da reentrada, cálculos demonstraram que a contaminação natural era altamente improvável.
Segundo os pesquisadores, objetos comuns do espaço depositam 80 gramas de lítio por dia na atmosfera, mas o Falcon 9, por exemplo, contém 30 quilos deste elemento químico. A diferença confirma a origem industrial da poluição atmosférica. O material pode interferir na camada de ozônio.

De acordo com projeções, o fluxo de equipamentos construídos pela humanidade poderão representar até 40% do lixo espacial em algumas décadas.
O avanço de lançamentos de satélites eleva a carga de detritos em órbita. A projeção indica que o fluxo de envio satélites e foguetes poderá representar 40% da matéria na atmosfera em décadas.
Nos próximos anos serão necessários mais observações e novas modelagem para observa a poluição química atmosférica e, assim entender como esses poluentes vão afetar a longo prazo de maneira continuada, dado o aumento expressivo de lançamentos orbitais da última década, considerando a entrada de atores da iniciativa privada na atual corrida espacial.
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Fonte : CNN