O ator Eric Dane, conhecido pela participação na série “Grey’s Anatomy” morreu aos 53 anos nesta quinta-feira (19), segundo a revista People.
Nascido em San Francisco, em 1972, Dane perdeu o pai aos 7 anos, vítima de um disparo de arma de fogo. Anos depois, contou que só compreendeu o impacto devastador da perda quando teve a primeira filha.
Eric é conhecido principalmente por interpretar o médico Mark Sloan em “Grey’s Anatomy” e Cal Jacobs no drama adolescente “Euphoria”, da HBO.
Ele estudou na San Mateo High School e decidiu seguir a carreira artística após atuar em uma montagem escolar da peça “All My Sons”, de Arthur Miller. Os primeiros trabalhos dele na TV foram participações em séries como “Uma Galera do Barulho”, “Anos Incríveis”, “Roseanne” e “Um Amor de Família”.
Em 2003, ganhou mais destaque ao integrar o elenco da sexta temporada de “Charmed”, interpretando Jason Dean. Pouco depois, participou de “X-Men: O Confronto Final” como o mutante Múltiplo e, em 2006, alcançou grande sucesso ao entrar para “Grey’s Anatomy”, onde permaneceu por sete temporadas.
No cinema, também atuou em produções como “Idas e Vindas do Amor”, “Marley e Eu” e “Burlesque”. Após deixar “Grey’s Anatomy”, passou a protagonizar a série pós-apocalíptica “The Last Ship”, em 2014.
Eric descobriu a atuação por acaso, após participar de uma peça escolar. Depois de se mudar para Los Angeles com apenas 40 dólares no bolso, enfrentou um período difícil, marcado por festas e problemas pessoais.
Em 2004, casou-se com a atriz Rebecca Gayheart. O casal teve duas filhas: Billie, nascida em 2010, e Georgia, em 2011.
Em 2018, Rebecca pediu o divórcio, mas solicitou o cancelamento do processo em março de 2025.
Ao longo da vida, Dane também foi aberto sobre a luta contra depressão e dependência de medicamentos para dor, iniciados após uma lesão esportiva. Em 2011, passou por reabilitação.
Doença degenerativa
Em abril, Dane revelou à revista People que foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, uma doença que afeta o sistema nervoso de forma degenerativa e acarreta paralisia motora. “ELA é uma doença terrível”, disse o ator na época.
Com o avanço da condição, o paciente perde gradualmente a capacidade de falar, de se alimentar, de caminhar e de respirar independentemente. Não há cura, mas existem medicamentos que retardam a progressão da doença.
A ex-mulher do ator afirmou ainda que o cuidado é dividido em 21 turnos. Quando há falhas na escala, ela assume parte das horas. Em uma das situações que descreveu à The Cut, ela contou que precisou recorrer a amigos de Dane para preencher um turno de 12 horas que não conseguiu cobrir.
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Fonte : CNN