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A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou, nesta quinta-feira (19), contra o pedido do general Mario Fernandes para receber visitas íntimas da esposa. O militar está preso preventivamente no Comando Militar do Planalto, em Brasília, desde novembro de 2025, quando foi condenado a 26 anos de prisão por conta da trama golpista.

No início deste ano, o general alegou que a visita íntima “se trata de direito inerente ao preso, essencial para a manutenção dos laços familiares e para a ressocialização”. O pedido foi solicitado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Diante disso, o Comando Militar do Planalto informou que, apesar de Fernandes preencher os requisitos e a unidade ter capacidade para a realização dos encontros, há indicação da Corregedoria da Justiça Militar estabelecendo restrições para não permitir visita íntima em estabelecimentos militares.

Ao justificar a manifestação contrária ao pedido do militar, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, ressaltou impedimentos administrativos para atender os encontros entre o general e a esposa.

Em dezembro do ano passado, a Primeira Turma do STF condenou, por unanimidade, Fernandes a 26 anos e 6 meses de prisão.

O oficial do Exército, que atuou como secretário executivo da Secretaria-Geral da Presidência, foi considerado culpado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Em interrogatório, ele admitiu ter elaborado o Plano Punhal Verde e Amarelo, que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice Geraldo Alckmin (PSB) e de Moraes. Ele também teria atuado como interlocutor dos bolsonaristas acampados que pediam intervenção militar.

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Fonte : CNN

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