A soja encerrou o dia com leves ganhos entre os principais contratos. O vencimento março subiu 0,66%, para US$ 11,4100 por bushel, enquanto o contrato maio avançou 0,61%, fechando a US$ 11,5600 por bushel.
De acordo com a Granar Consultoria, o mercado foi sustentado pela valorização do petróleo, diante das expectativas de aumento da demanda por biocombustíveis, além de novas altas na commodity energética.
A Royal Rural ressalta que os investidores seguem atentos à demanda global, ao desenvolvimento da safra na América do Sul e ao cenário macroeconômico. As atenções também se voltam para as primeiras sinalizações da safra 2026/27 dos Estados Unidos, especialmente em relação à área plantada.
O USDA estima aumento de 3,5% na área de soja, para 34 milhões de hectares. Com produtividade estável, a produção norte-americana poderá alcançar 121 milhões de toneladas, avanço de 4,5% frente ao ciclo anterior.
Trigo
Os preços futuros do trigo avançaram de forma expressiva na CBOT (bolsa de Chicago). O contrato com entrega em março fechou cotado a US$ 5,5950 por bushel, com alta de 2,29%.
Segundo a Granar Consultoria, o cereal vem sendo negociado a preços mais elevados nos Estados Unidos, impulsionado principalmente pela falta de umidade nas áreas produtoras de trigo de inverno e pela perspectiva de uma colheita menor na nova temporada norte-americana.
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) estima redução de 1,8% na área cultivada e queda de 4,7% na produtividade. Com isso, a produção de trigo dos EUA em 2025/26 deverá recuar 6,3%, totalizando 54,02 milhões de toneladas.
Outro fator considerado altista é a ausência de avanços no plano de paz para a região do Mar Negro, após dois dias de negociações encerradas em Genebra, o que mantém incertezas sobre o fluxo de exportações da região.
Milho
No caso do milho, os contratos futuros encerraram o dia em baixa. O vencimento março caiu 0,29%, fechando a US$ 4,2575 por bushel.
A consultoria Royal Rural destaca que o mercado ainda tenta se recuperar do impacto dos números mais conservadores divulgados pelo USDA em janeiro. Apesar disso, os fundamentos seguem construtivos, sustentados por demanda firme, maior mistura de biocombustíveis nos Estados Unidos e consumo global elevado.
Para a safra 2025/26, o USDA projeta queda de 7,4% na produção norte-americana, para 400,2 milhões de toneladas, reflexo principalmente da redução de 4,8% na área plantada e de 1,9% na produtividade.
No Brasil, o mercado físico permanece travado. Produtores rurais seguem retraídos, sem pressa para negociar, enquanto compradores relatam dificuldade para fechar negócios nos níveis pedidos. O impasse limita a fluidez das negociações e reforça a percepção de oferta pontualmente ajustada.
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Fonte : CNN