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Os preços futuros do cacau fecharam em forte queda na bolsa  de Nova York nesta quinta-feira (19). O contrato com entrega para maio encerrou cotado a US$ 3.058 por tonelada, com recuo de 7,72%.

A queda vem da resistência de compradores internacionais em pagar os preços oficiais estabelecidos na Costa do Marfim e em Gana, principais produtores globais, diante do temor de novas quedas nas cotações. Na semana passada, Gana reduziu em quase 30% o valor pago aos produtores para a safra 2025/26, e há expectativa de movimento semelhante por parte da Costa do Marfim. Juntos, os dois países respondem por mais da metade da produção mundial.

De acordo com o analista da Price Futures, Jack Scoville, a demanda global segue enfraquecida após os preços praticamente triplicarem em 2024. O encarecimento levou fabricantes de chocolate a reformular produtos e reduzir o tamanho das embalagens, o que resultou em acúmulo de estoques não vendidos na África Ocidental.

Além disso, o mercado já considera a possibilidade de novo excedente global em 2026/27.

Suco de laranja 

O suco de laranja também fechou na sessão com quedas na Bolsa de Nova York. O produto foi negociado a US$ 1.873,50 a libra-peso, com queda de 5,07%.

Café

O contrato futuro do café arábica com entrega em maio encerrou a sessão praticamente estável, com leve alta de 0,09%, cotado a US$ 2,8540 por libra-peso.

De acordo com Haroldo Bonfá, diretor da Pharos Consultoria, o vencimento maio chegou a testar o suporte técnico de US$ 2,80 ao longo do dia, mas não conseguiu romper o nível, encerrando acima desse patamar.. O comportamento indica cautela do mercado diante de um cenário ainda indefinido.

Já os dados divulgados pela Cecafé para fevereiro de 2026 foram considerados negativos, com projeção de embarques em torno de 2,3 milhões de sacas, sinalizando ritmo mais fraco nas exportações. As chuvas seguem dentro da normalidade para o período, sem, até o momento, alterar significativamente as perspectivas de oferta.

Açúcar

Na Bolsa de Nova York, o açúcar com entrega em maio fechou cotado a US$ 13,70 centavos por libra-peso, com baixa de 0,44%.

Segundo Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado, a volatilidade das últimas sessão está sendo influenciada pelo anúncio do governo indiano de redução na projeção da safra. A estimativa oficial passou de 30,95 milhões de toneladas para uma faixa entre 28,5 milhões e 29 milhões de toneladas.

De acordo com Muruci, o ponto central não é apenas o corte na produção, mas o impacto direto no balanço de oferta e demanda do país. No cenário mais otimista, com produção de 29 milhões de toneladas, o volume apenas igualaria o consumo interno indiano, estimado no mesmo patamar.

Além disso, cerca de 3,4 milhões de toneladas deverão ser destinadas à produção de etanol. “Ao descontar esse volume da oferta total, o resultado tende a ser um déficit no balanço doméstico, o que reduz a disponibilidade para exportação e dá sustentação às cotações internacionais no curto prazo”, informou à CNN Brasil.

Para o analista, embora o mercado tenha registrado recuo após a forte alta, a reação mostra que os preços continuam sensíveis às mudanças no quadro de oferta da Índia, um dos principais players globais do setor.

Algodão

No caso do algodão, o contrato com vencimento em maio subiu 0,60%, para US$ 64,14 centavos de dólar por libra-peso.

De acordo com as informações do Barchart, os investidores repercutiram as primeiras estimativas divulgadas durante o Fórum de Perspectivas Agrícolas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O gabinete do economista-chefe projetou área plantada de 9,4 milhões de acres nos Estados Unidos para a safra americana, com produção estimada em 13,65 milhões de fardos. Os números passam a servir como referência inicial para o balanço de oferta da nova safra norte-americana.

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Fonte : CNN

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