A antecipação do depoimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na CPMI do INSS para a próxima segunda-feira (23) acirrou a disputa nos bastidores do Congresso.
Integrantes da cúpula do grupo de trabalho da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) avaliam que houve uma articulação do Centrão para tentar esvaziar a oitiva marcada para terça-feira (24), na comissão do Senado onde o escopo de questionamentos promete ser mais amplo.
Inicialmente previsto para quinta-feira (26), o depoimento na CPMI foi remarcado após negociação com a defesa do banqueiro.
Segundo o presidente do colegiado, Carlos Viana (Podemos-MG), os advogados se comprometeram a não pedir habeas corpus para evitar o comparecimento. Com a mudança, Vorcaro falará primeiro à comissão que investiga fraudes em aposentadorias e pensões do INSS, a respeito de empréstimos consignados no âmbito da investigação, antes de prestar esclarecimentos à CAE.
Nos bastidores, integrantes do GT da CAE reforçam que o colegiado tem competência permanente para fiscalizar o sistema financeiro e negam qualquer sobreposição com outras frentes de apuração.
Em nota, a comissão afirmou: “A CAE atua permanentemente no acompanhamento e fiscalização do Sistema Financeiro Nacional, como um todo, inclusive nas suas fraturas que favorecem fraudes como a do Master. Nosso trabalho fortalece, sem nenhum conflito, qualquer CPI que queira tratar dessas fraudes, punir responsáveis e aprimorar legislação.”
Além da oitiva de Vorcaro, parlamentares também articulam a convocação do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Ainda não há definição sobre qual colegiado fará a oitiva primeiro. Se a CAE, onde o grupo de trabalho acompanha o caso, ou a CPMI do INSS.
Desde que o escândalo veio à tona, em novembro do ano passado, o Congresso intensificou a pressão e diferentes frentes como a CPMI do INSS, a CPI do Crime Organizado e o GT da CAE que passaram a concentrar requerimentos ligados ao Banco Master, em meio a uma disputa por protagonismo e condução das investigações.
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Fonte : CNN