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A decisão de Luiz Inácio Lula da Silva de vetar os penduricalhos na remuneração dos servidores do Legislativo e do Tribunal de Contas da União (TCU) representa uma resposta direta ao sentimento majoritário da população brasileira contra privilégios no funcionalismo público. Análise é de Caio Junqueira, ao CNN Prime Time.

“O presidente Lula tinha duas opções, ou atender uma decisão do Congresso Nacional que impôs mais esses penduricalhos aos servidores das duas casas, ou atender ao apelo popular, à opinião pública, que é majoritariamente, amplamente, contrária a esses tipos de benefícios”, apontou Junqueira.

Ao optar pelo veto, Lula escolheu atender ao clamor popular em vez de ceder às demandas do Congresso Nacional que havia aprovado benefícios extras para os servidores das duas casas legislativas. A medida reflete o entendimento de que a sociedade brasileira enxerga tais benefícios como privilégios de uma elite do funcionalismo público estabelecida em Brasília.

Estratégia política e econômica

A decisão do Palácio do Planalto mostra-se estratégica em múltiplos aspectos. Por um lado, alinha-se com a agenda do Ministério da Fazenda, que há mais de um ano tenta avançar com propostas para limitar os chamados “super-salários” e gastos além do teto constitucional. “A decisão do Palácio do Planalto foi muito estratégica e confortável, até, porque é uma decisão que atende ao pensamento da maioria da população”, disse o analista.

O veto presidencial ocorre em um contexto onde o Congresso Nacional tem sistematicamente ignorado a pauta de limitação de benefícios extras no funcionalismo, proposta pela equipe econômica do governo. Esta situação coloca em evidência o conflito entre a necessidade de contenção de gastos públicos e a resistência legislativa em aprovar medidas que afetem categorias específicas do funcionalismo.

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Fonte : CNN

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