O atleta ucraniano Vladyslav Heraskevych criticou a decisão do Comitê Paralímpico Internacional (IPC) de permitir que Rússia e Belarus enviem competidores aos Jogos Paralímpicos de Milano-Cortina 2026 no próximo mês, classificando a distribuição de vagas como “absurda”.
O IPC anunciou na terça-feira (17) que os dois países terão juntos 10 atletas na competição. Rússia e Belarus haviam sido banidos após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, mas recuperaram seus direitos de filiação plena em setembro de 2025, após votação das organizações-membro do comitê. Belarus foi apontado como base estratégica para o início da ofensiva russa.
Segundo o IPC, a Rússia terá duas vagas no esqui alpino paralímpico, duas no esqui cross-country e duas no snowboard paralímpico. Já Belarus contará com quatro vagas no esqui cross-country — uma masculina e três femininas.
Heraskevych, que foi desclassificado na semana passada da prova de skeleton após tentar usar um capacete com imagens de atletas ucranianos mortos na invasão russa, considerou a medida como um grande erro e afirmou que espera uma intervenção de parlamentares italianos.
“Em primeiro lugar, é absurdo que eles (o IPC) estabeleçam cotas. Em segundo lugar, o Sr. Rashkov, que é o chefe do Comitê Paralímpico Russo, afirmou que mais de 300 ex-soldados passaram a fazer parte das equipes nacionais. E isso já é bastante inacreditável”, disse Heraskevych à Reuters.
“Espero sinceramente que alguns membros do Parlamento Italiano e o povo italiano também intervenham. E espero que prestem atenção a essa questão, porque é definitivamente um grande erro. E sim, as pessoas são bastante ‘sensíveis’ em relação aos feridos e aos atletas paralímpicos. Mas o fato é que esses atletas são ex-soldados que faziam parte de um exército que matava ucranianos ontem”, acrescentou.
“Quando você tem uma bandeira russa em um capacete, tantas bandeiras russas na plateia, ao redor das pistas e arenas esportivas, e ao mesmo tempo tentam violar meus direitos, parece que estão jogando do lado russo”, declarou.
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Fonte : CNN