wp-header-logo-3246.png

A St George Mining anunciou nesta quarta-feira (18) novos resultados de sondagem no projeto Araxá, em Minas Gerais, que reforçam o potencial de crescimento do depósito de terras raras e nióbio e podem levar, no futuro, a uma revisão para cima da estimativa de recursos minerais.

O destaque foi uma perfuração contínua de 164,45 metros, a mais espessa já registrada no projeto, confirmando a presença de mineralização relevante além do limite atualmente considerado na modelagem de recursos.

Hoje, a estimativa de recursos de Araxá é calculada apenas até cerca de 100 metros de profundidade.

Os novos resultados mostram que a mineralização segue aberta abaixo desse nível e também lateralmente, o que indica espaço para expansão do depósito.

Na prática, isso significa que o volume total de minério economicamente aproveitável ainda pode crescer à medida que novas perfurações forem incorporadas aos estudos geológicos.

Segundo a empresa, a continuidade de teores elevados ao longo de intervalos largos aumenta a confiança no modelo geológico e é um dos fatores que sustentam futuras atualizações da estimativa de recursos, etapa essencial antes dos estudos econômicos que definem tamanho de mina, vida útil do projeto e viabilidade financeira.

Além disso, as análises continuam mostrando proporções significativas de neodímio e praseodímio, elementos críticos usados na produção de ímãs permanentes para veículos elétricos, turbinas eólicas e tecnologias de defesa, o que reforça o interesse estratégico do depósito.

Para o mercado, o avanço mais importante neste momento é a indicação de que o projeto pode ser maior do que o inicialmente estimado, passo fundamental para destravar as próximas fases de desenvolvimento.

Segundo a empresa, as perfurações seguem em ritmo contínuo, operando 24 horas por dia, sete dias por semana, com três sondas diamantadas e uma sonda de circulação reversa em atividade.

Ao mesmo tempo, 20 furos já perfurados aguardam resultados laboratoriais, etapa que deve trazer novas indicações sobre o tamanho e a qualidade do depósito nas próximas atualizações divulgadas pela empresa.

O projeto

O Projeto Araxá abriga um recurso mineral estimado em 40,6 milhões de toneladas, com teor médio de 4,13% de óxidos de terras raras, além de nióbio. A empresa classifica o ativo como um depósito de classe mundial.

O projeto é acompanhado de perto pelo mercado por estar inserido em um contexto de crescente demanda global por terras raras, minerais considerados estratégicos para a transição energética, a indústria de alta tecnologia e o setor de defesa, em um cenário de redução da dependência internacional da China.

O governo de Minas Gerais também assinou um regime tributário preferencial que concede benefícios fiscais à australiana St George Mining para acelerar o desenvolvimento do empreendimento.

Pelo acordo, equipamentos e outros materiais adquiridos para o desenvolvimento do projeto ficam isentos do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), cuja alíquota pode chegar a 18% no estado.

Com o avanço do projeto, a mineradora afirma que busca se posicionar como fornecedora de minerais críticos para países ocidentais e vem mantendo interlocução com autoridades dos Estados Unidos.

No ano passado, representantes da St George se reuniram com integrantes do governo norte-americano para discutir possíveis acordos de fornecimento.

A companhia também negocia com a empresa americana REalloys um contrato de offtake (compra futura) de longo prazo que pode envolver até 40% da produção de terras raras do Projeto Araxá.

Previsto para entrar em operação até 2027, o projeto está localizado ao lado das instalações da CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração), maior produtora mundial de nióbio, responsável por cerca de 80% da oferta global.

source
Fonte : CNN

Destaques Informa+

Relacionadas

Menu