Moacyr Silva Pinto, mais conhecido como Ciça, é uma das principais figuras do Carnaval do Rio de Janeiro. Aos 69 anos, o mestre de bateria é dono de uma carreira de cinco décadas – indo de passista da Unidos de São Carlos, em 1971, ao comando dos ritmistas das principais agremiações cariocas.
Neste ano, muito além de assumir o posto frente à bateria Furacão Vermelho e Branco, de Niterói, ele também se consagrou como enredo da Unidos do Viradouro – vencedora do Estandarte de Ouro como Melhor Escola. Sozinho, ele também garantiu o título de Personalidade do Ano. Principal premiação da folia, a honraria é cedida pelo jornal O Globo desde 1972.
De acordo com informações do veículo, Ciça é o mestre de bateria mais longevo em atividade. Com quase 40 anos na função, ele ingressou na festa enquanto passista. Só depois, em 1977, tornou-se ritmista, onde tocava agogô de duas bocas. Nesse mesmo período, após um pedido da primeira esposa, fez uma pausa, retornando ao samba alguns anos mais tarde, em 1986, na Estácio de Sá.
Dois anos depois, veio o convite para virar mestre de bateria, estreando no cargo no desfile seguinte, em 1989, ao apresentar o enredo “Um, dois, feijão com arroz”. Já em 1992, saiu vitorioso com a escola que apresentou “Pauliceia Desvairada”.

Como foi o desfile da Viradouro em 2026?
A Viradouro celebrou os passos de Ciça como uma das grandes potências do samba no Rio de Janeiro. O desfile explorou seu início na Estácio de Sá, passagens por escolas como União da Ilha, Grande Rio e Unidos da Tijuca, até os títulos mais recentes na vermelha e branca.
No desfile, Ciça se apresentou junto à comissão de frente da escola e, depois, voltou para o início da pista para se juntar à bateria. Lá, ele reeditou uma cena icônico do Carnaval de 2007, subiu em cima de um carro alegórico com os ritmistas da Viradouro e regeu tudo lá do alto, ao lado da rainha Juliana Paes.

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Fonte : CNN