A soja segue o viés de alta nesta quarta-feira (18) na bolsa de Chicago, atingindo a melhor cotação do ano: US$ 11,56 o bushel para o contrato de maio (o mais negociado).
No Brasil, de acordo com a consultoria AgRural, 21% das lavouras de soja foram colhidas, abaixo dos 24% registrados nessa mesma época no ciclo anterior. A chuva tem atrasado os trabalhos em algumas regiões, como em Mato Grosso. Apesar de 51% das áreas terem sido colhidas no estado, a alta umidade tem prejudicado a qualidade dos grãos de acordo com o Imea ( Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária).
No porto de Paranaguá (PR), a saca registrou valorização de 0,85% antes do feriado de carnaval.
MILHO
O milho dá sinais de reverter o viés de baixa de terça-feira, quando perdeu 1,27%, cotado a US$ 4,37 o bushel para o contrato de maio.
De acordo com a consultoria AgRural a colheita da primeira safra brasileira de milho é estimada em 22% e está abaixo do ritmo registrado no ano passado, de 29%. Já o plantio do milho safrinha, de inverno, avança em 31% das áreas, abaixo dos 36% registrados em 2025. O atraso na colheita da soja diminui a janela de plantio para o milho safrinha e, de acordo com a Conab, isso pode impactar no tamanho da área plantada esse ano.
CACAU
O cacau acumula uma sequência de quedas consecutivas e atingiu a menor cotação das últimas três semanas na bolsa de Nova York: US$ 2.293 a tonelada.
Na última sexta-feira (13), os estoques de cacau atingiram o maior patamar em quatro anos chegando a 1,942 milhão de sacas, segundo o Instituto de Cooperação Internacional de Cacau. A queda nos preços internacionais tem influenciado os embarques nos portos do maior produtor mundial de cacau, a Costa do Marfim. Segundo Barchart entre 1º de outubro de 2025 a15 de fevereiro de 2026 os embarques caíram 3% em relação ao período anterior.
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Fonte : CNN