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Gianluca Prestianni, meia argentino do Benfica, negou as acusações de racismo durante a partida contra o Real Madrid, nesta terça-feira, pela Champions League.

Durante o jogo no Estádio da Luz, o atacante brasileiro Vini Jr. o acusou de tê-lo chamado de “macaco”. Vini, por sua vez, chamou a arbitragem que solicitou o protocolo antirracismo da Fifa.

 

Em nota pelo Instagram, o meia negou as acusações. “Quero esclarecer que em nenhum momento dirigi insultos racistas ao jogador Vinicius Júnior, que infelizmente interpretou mal o que acredita ter ouvido. Nunca fui racista com ninguém e lamento as ameaças que recebi de jogadores do Real Madrid”, disse.

Gianluca Prestianni nega racismo contra Vini Jr. • Reprodução
Gianluca Prestianni nega racismo contra Vini Jr. • Reprodução

Após o ocorrido, Gianluca foi substiutído e deixou o campo aplaudido pelos torcedores portugueses.

Vini Jr. tratou o incidente como um episódio de covardia. 

Entenda o caso

A partida entre Benfica e Real Madrid pelos playoffs da Champions League, nesta terça-feira (17), no Estádio da Luz, em Lisboa, foi marcada por mais um possível ataque racista contra o brasileiro Vini Jr.

Após o atacante marcar o gol da vitória na segunda etapa, ele discutiu com os argentinos Otamendi e Prestianni e, pouco depois, correu na direção do árbitro François Letexier, que acionou o protocolo antirracismo da Fifa, cruzando os punhos.

A acusação de Vini Jr., de acordo com as imagens, é contra Prestianni, jovem argentino do time português. A transmissão mostrou que o meia-atacante encobriu a boca com a camisa durante um momento da discussão. Veja:

Vini Jr. leva cartão por comemoração

Na confusão, antes do acionamento do protocolo antirracismo, o brasileiro levou um cartão amarelo, aparentemente por algo que fez durante a comemoração do gol.

Os jogadores do Real Madrid ameaçaram deixar o gramado e foram na direção do banco de reservas. Diante da confusão, a torcida do Benfica passou a insultar Vini em coro, mas sem usar palavras racistas, de acordo com a reportagem da TNT Sports.

Técnico do time português, José Mourinho chegou a conversar acaloradamente com Vini Jr., no pé do ouvido.

Mbappé foi um dos jogadores mais afetados pelo caso. Revoltado com a acusação de Vini, ele discutiu fortemente com Otamendi, capitão do Benfica. Cerca de dez minutos depois, o jogo foi retomado, sem cartão para Prestianni.

Entenda o protocolo antirracismo

São três etapas para o protocolo. Na primeira, o árbitro observa ou recebe a denúncia dos jogadores e decide se vai paralisar, ou não, a partida.

Nesse momento, os telões dos estádios passam uma mensagem relatando o incidente, além do gestual do árbitro, com aviso de que a partida pode ser suspensa caso os problemas não cessem.

Se os ataques persistirem, a arbitragem pode cancelar o jogo. Os árbitros têm o poder de analisar a situação e entender a dimensão dos fatos antes de tomar uma decisão definitiva.

Tudo fica relatado na súmula, ou seja, os próximos passos são a partir da publicação do documento.

 


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Fonte : CNN

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