Musa do Acadêmicos do Salgueiro, Lívia Andrade abriu o jogo sobre os “moles” que já deu no início da carreira na Avenida — e garantiu que hoje não repete mais o principal deles: confiar demais nas pessoas.
“A gente não pode confiar. A gente até pode, mas sempre tenha o plano B. Não precisa contar para tantas pessoas. Tenha a sua garantia na bolsa. Porque tudo pode acontecer. Sumir um sapato…”, disse a apresentadora em entrevista à CNN.
Lívia contou que os imprevistos fazem parte do Carnaval e que hoje entra na Sapucaí preparada para qualquer situação.
“Eu fico um pouco nervosa, eu fico. Mas eu falo: nem vou ligar, tá? Porque eu já estava garantida. Hoje eu tenho uma mala de garantia – com coisas que possa me salvar em algum imprevisto”, contou.
Veterana também do Carnaval de São Paulo, no Sambódromo do Anhembi, Lívia relembrou momentos marcantes que viveu tanto na Sapucaí quanto no Anhembi. “Teve um momento na Gaviões da Fiel, um ano que eu não desfilei. Eu estava assistindo na grade, chorando. E o mestre me chega e fala: ‘Lívia você é da Fiel, no meio do samba’. Isso pra mim foi inesquecível.”
Para a musa, o samba vai muito além da técnica. “Quem curte o samba, quem sente o samba, essa vibração faz acontecer no pé e no corpo, não o contrário. Quando você está mais preocupado com os movimentos do corpo do que com a sensação, você não vai sambar, você vai fazer uma coreografia. O samba não é coreografia. O samba é raiz, é ancestralidade, é energia, é tradição. E quando você entende isso, você samba”, disse.
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Fonte : CNN