O Congresso do Peru iniciou, nesta terça-feira (7), um debate sobre a possível destituição do presidente José Jeri, após apenas quatro meses no cargo, em decorrência de um escândalo envolvendo encontros não divulgados com um empresário chinês.
Caso a destituição de Jeri seja aprovada por maioria simples, isso perpetuará a rotatividade de líderes no país sul-americano, que, apesar de anos de turbulência política, possui uma das economias mais estáveis da região.
Se destituído, o sucessor de Jeri se tornará o oitavo presidente do país andino em oito anos, fazendo de Jeri o terceiro presidente consecutivo a ser destituído do cargo.
As moções em debate visam censurar o presidente José Jeri, uma medida que o destituiria da presidência, retirando-lhe o título de presidente do Congresso.
Ao contrário do impeachment, que exige uma supermaioria de 87 votos no legislativo composto por 130 membros, a censura requer uma maioria simples de 66 votos ou menos, caso haja menos parlamentares presentes.
O presidente e seus aliados argumentam que ele deveria enfrentar um julgamento de impeachment e não uma censura, mas Jeri afirmou que respeitaria o resultado da votação de censura.
Embora o atual presidente do Congresso, Fernando Rospigliosi, seja o próximo na linha de sucessão, ele já declarou que não assumirá a Presidência, o que significa que os legisladores teriam que eleger um novo presidente do Congresso, que então assumiria a Presidência do país.
Isso seria semelhante à ascensão de Francisco Sagasti ao cargo em 2020, após ser escolhido pelo Congresso em meio a uma grave crise política e protestos que se seguiram aos cinco dias de mandato do ex-presidente Manuel Merino.
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Fonte : CNN