Lucas Pinheiro Braathen está fora da briga por medalhas no slalom do esqui alpino após sofrer uma queda logo na primeira bateria da prova.
O brasileiro voltou a competir nos Jogos de Inverno Milão-Cortina 2026 na pista de Stelvio, em Bormio, na manhã desta segunda-feira (16).
Sexto a largar, Braathen começou fazendo uma prova forte e registrou a melhor marca na primeira parcial, superando em 0s10 o tempo do então líder Atle Lie McGrath, da Noruega.
No segundo trecho, seguia em ritmo forte — 0s26 abaixo da referência — até perder o controle, cair e abandonar a prova.
Com a queda, o brasileiro não avançou para a segunda bateria, marcada para às 9h30 (de Brasília). No slalom, o vencedor é definido pela soma dos tempos das duas descidas, o que torna obrigatória a conclusão de ambas para seguir na disputa pelo pódio.
Além de Braathen, o Brasil conta com outros dois representantes na prova: Christian Soevik — que também caiu — e Giovanni Ongaro.
Ao todo, 96 atletas participam da competição, sendo eliminados apenas aqueles que não conseguem completar o percurso. Assim como na prova em que Lucas conquistou o ouro, os 30 melhores tempos da primeira descida se classificam para a segunda bateria, que tem ordem invertida de largada: o 30º colocado desce primeiro, seguido do 29º, e assim sucessivamente até o líder.
Após esse grupo, competem os demais esquiadores, que normalmente têm chances reduzidas de influenciar na definição das medalhas.
A classificação final do slalom é determinada exclusivamente pela soma dos tempos obtidos nas duas baterias.
Lucas Pinheiro se despede após fazer história
Lucas Pinheiro fez história no último sábado (14) ao conquistar a inédita medalha de ouro para o Brasil nas Olimpíadas de Inverno.
Em Milão-Cortina 2026, o atleta de 25 anos alcançou a marca total das duas descidas em 2m25s, após completar 1m11s08 na segunda descida na prova de slalom gigante, tradicional modalidade do esqui alpino.
Com o feito, o Brasil alcançou a histórica medalha nos Jogos de Inverno. Antes disso, a melhor participação do país havia sido nos Jogos de Turim de 2006 com o nono lugar de Isabel Clark no snowboard cross.
Com o feito do atleta em Milão-Cortina 2026, o país se tornou o terceiro de todo Hemisfério Sul, abaixo da linha do Equador, a medalhar em uma edição olímpica na neve.
Antes do Brasil, os únicos países a subirem ao pódio foram Nova Zelândia, em Albertville 1992, e Austrália, em Lillehammer 1994 e Salt Lake City 2002.
Única medalha da América do Sul
Outra marca significativa alcançada pelo Brasil foi ter superado um feito da Argentina nos Jogos de St. Moritz 1928.
Naquela ocasião, os hermanos ficaram em quarto lugar no bobsled, o que era o maior feito de uma equipe sul-americana na história dos Jogos Olímpicos de Inverno.
Ou seja, além de ultrapassar a Argentina, o pódio de Lucas Pinheiro Braathen se tornou o único da América do Sul na Olimpíada.
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Fonte : CNN