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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse que se reunirá com o diretor da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), a agência nuclear da ONU (Organização das Nações Unidas) nesta segunda-feira (16), um dia antes da segunda rodada de negociações nucleares entre os Estados Unidos e o Irã em Genebra.

O Irã e os EUA retomaram as negociações no início deste mês para resolver a disputa de décadas sobre o programa nuclear iraniano e evitar um novo confronto militar, enquanto navios de guerra norte-americanos, incluindo um segundo porta-aviões, estão sendo enviados para a região.

“Estou em Genebra com ideias concretas para alcançar um acordo justo e equitativo. O que não está em discussão: submissão diante de ameaças”, publicou Araqchi no X.

Embora Washington tenha procurado expandir o escopo das negociações para questões não nucleares, como o arsenal de mísseis do Irã, Teerã afirma que só está disposta a discutir restrições ao seu programa nuclear em troca do alívio das sanções e não aceitará o enriquecimento zero de urânio.

Antes de os EUA se juntarem a Israel no ataque a instalações nucleares iranianas em junho, as negociações nucleares entre as partes estavam paralisadas devido à exigência de Washington de que Teerã renunciasse ao enriquecimento de urânio em seu território, o que os norte-americanos consideram um caminho para o desenvolvimento de armas nucleares iranianas.

O Irã afirma que seu programa nuclear tem fins exclusivamente civis e está pronto para dissipar as preocupações relativas às armas nucleares, “construindo confiança de que o enriquecimento de urânio é e continuará sendo para fins pacíficos”.

Araqchi afirmou que se reunirá com o chefe da AIEA, Rafael Grossi, na segunda-feira, acompanhado por especialistas nucleares, “para discussões técnicas aprofundadas”.

A AIEA vem buscando fazer, há meses, o Irã explicar o que aconteceu com seu estoque de 440 kg de urânio altamente enriquecido após os ataques israelenses e norte-americanos, e a permitir a retomada completa das inspeções, inclusive em três locais-chave que foram bombardeados em junho: Natanz, Fordow e Isfahan.

Embora o Irã tenha permitido que a agência de vigilância nuclear da ONU inspecionasse instalações nucleares declaradas que não foram alvos de ataques em junho passado, afirma que a AIEA deve esclarecer sua posição em relação aos ataques dos EUA e de Israel e acrescenta que os locais bombardeados não são seguros para inspeções.

A AIEA e o Irã anunciaram um acordo em setembro no Cairo, que deveria abrir caminho para inspeções e verificações completas, mas Teerã cancelou o acordo depois que as potências ocidentais restabeleceram as sanções da ONU contra o Irã.

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Fonte : CNN

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