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Lucas Pinheiro Braathen está pronto para uma última dança na pista do Stelvio.

O esquiador busca encerrar o programa masculino do esqui alpino nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 com um feito histórico: conquistar um ouro duplo para o Brasil no slalom, nesta segunda-feira (16).

Usando seu característico capacete prateado, com a inscrição “Vamos Dançar”, o showman de 25 anos deu à América do Sul sua primeira medalha olímpica de inverno ao dominar o slalom gigante no sábado (14).

Tamanho foi o domínio na prova que ele agora largará como favorito no slalom, disciplina em que é especialista e na qual foi campeão da Copa do Mundo em 2023.

Pinheiro Braathen passou a primeira infância no Brasil com a mãe, Alessandra, após o divórcio dos pais. Aos 9 anos, retornou à Noruega e, incentivado pelo pai, Bjorn — a quem descreve como um “viciado em esqui” — iniciou a carreira como esquiador profissional.

Determinado a ser diferente, Braathen rompeu com a federação norueguesa há três anos, em busca de mais liberdade criativa e comercial, e chegou a abandonar o esporte, que disse estar lhe causando infelicidade. Um ano depois, voltou às pistas defendendo as cores do Brasil e, desde então, tem seguido seu próprio ritmo.

Embora não guarde ressentimentos em relação à equipe norueguesa, afirma que a decisão de sair abriu “o segundo capítulo da minha vida”.

“A Federação Norueguesa de Esqui é o lugar onde me tornei o esquiador que sou hoje. Tenho muito a agradecer à equipe norueguesa, aos companheiros e aos treinadores que tive naquela época”, afirmou.

“Não tenho ódio nem sentimentos ruins sobre o que aconteceu. Sou grato, porque foram as diferenças de perspectiva que me forçaram a me confrontar e seguir meu próprio sonho. Desejo a eles tudo de bom e espero que também me desejem o melhor.”

Um dos principais obstáculos no caminho de Braathen nesta segunda-feira será seu melhor amigo no circuito e ex-companheiro de equipe na Noruega, Atle Lie McGrath, atual líder da Copa do Mundo de slalom.

“Mesmo sendo meio americano, eu amo ser norueguês. Não há outro lugar onde eu gostaria de estar. É a maior honra da minha vida ser um viking ofensivo”, disse McGrath, nascido nos Estados Unidos, após terminar em quinto lugar no slalom gigante.

“Sou um cara leal até o fim. Vou ser leal aos noruegueses, com certeza.”

Também aparecem como fortes candidatos os noruegueses Timon Haugan e Henrik Kristoffersen, o francês Clément Noël, atual campeão olímpico do slalom, e o suíço Loïc Meillard.

Segundo o britânico Dave Ryding, a pista será mais “suave” do que aquelas a que os melhores técnicos do mundo estão acostumados no circuito da Copa do Mundo.

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Fonte : CNN

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