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A Rússia prometeu oferecer “assistência” a Cuba em uma declaração feita pelo Ministério das Relações Exteriores nesta sexta-feira (13), sem especificar exatamente no que o auxílio consistirá.

“Sem dúvida, estamos em solidariedade com Cuba e a ajudaremos, incluindo a assistência material. Isso já está sendo feito”, disse o vice-ministro de Relações Exteriores, Sergey Ryabkov, à agência estatal TASS.

Segundo Ryabkov, esse esforço já está em andamento e Moscou está fazendo “tudo o que está ao seu alcance” apesar da “intensa pressão” de Washington sobre Havana.

Na quinta-feira (12), o porta-voz do governo da Rússia, Dmitry Peskov, havia dito em uma coletiva de imprensa que Moscou estava analisando opções para apoiar Cuba, sem fornecer detalhes.

Cuba enfrenta uma grave crise energética marcada por sérias carências de petróleo, diesel e especialmente combustível para aviões, após a suspensão dos fornecimentos de petróleo da Venezuela e do México devido à pressão dos Estados Unidos e à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma operação militar dos EUA em 3 de janeiro.

O governo do presidente Miguel Díaz-Canel critica os Estados Unidos pelas pressões contra a ilha e afirmou que está disposto ao diálogo, desde que seja sem pressões.

Outros países também estão ajudando Cuba

Veja como outros países estão fornecendo auxílio à ilha caribenha.

México

No México, o governo da presidente Claudia Sheinbaum garante que manterá seu apoio a Cuba por solidariedade com sua população.

No início desta semana, o México enviou para Cuba dois navios com 814 toneladas de ajuda humanitária. Esses barcos chegaram à ilha na quinta-feira. Um deles transportava 536 toneladas de alimentos, como leite líquido, arroz, feijão, atum, sardinhas e óleo vegetal, além de produtos de higiene pessoal. O outro transportava 277 toneladas de leite em pó.

Em sua conta no X, Díaz-Canel agradeceu a Sheinbaum por esses envios.

O México prevê continuar com esse tipo de apoio, enquanto, segundo Sheinbaum, está realizando gestões diplomáticas para poder seguir com seus envios de petróleo a Cuba sem sofrer represálias dos Estados Unidos.

No final de janeiro, o governo do presidente Donald Trump anunciou um decreto para impor tarifas adicionais aos países que forneçam petróleo para Cuba de forma direta ou indireta, com o argumento de que a ilha representa uma ameaça à segurança dos Estados Unidos. Havana rejeita essa acusação.

Chile

Na quinta-feira, o governo do Chile também informou que ajudará Cuba. O país anunciou que fará uma contribuição ao UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) para apoiar a resposta ao que descreveu como uma “catástrofe humanitária”.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Chile, esses recursos devem financiar intervenções voltadas para o fornecimento de água, cuidados médicos e nutrição para menores de idade.

O presidente Gabriel Boric afirmou em sua conta no X que o bloqueio econômico dos Estados Unidos contra Cuba “é criminoso e um atentado aos direitos humanos de todo um povo. Pode-se ter diferenças com Cuba, mas nada justifica o dano que está sendo causado a crianças e cidadãos inocentes”.

Após a captura de Maduro na Venezuela e o aumento das pressões dos Estados Unidos sobre Cuba, a ilha viu uma redução no apoio de alguns de seus aliados na América Latina. A Nicarágua proibiu a entrada de cidadãos cubanos no país sem visto, enquanto a Guatemala anunciou o fim de seu acordo com Havana para receber os serviços de médicos cubanos.

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Fonte : CNN

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