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O Comitê Olímpico Internacional (COI) estaria aberto a revisar as diretrizes que regem o direito dos atletas de se expressarem livremente nos Jogos Olímpicos de Inverno, mas as regras vêm sendo aceitas pelos competidores, afirmou a presidente do COI, Kirsty Coventry, nesta sexta-feira (13).

O caso do piloto de skeleton ucraniano Vladyslav Heraskevych, que foi desclassificado da Olimpíada de Milão-Cortina na quinta-feira (12) devido a um capacete que exibia atletas mortos desde a invasão russa da Ucrânia, trouxe as regras sobre liberdade de expressão novamente para o foco das atenções.

Heraskevych recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), exigindo sua reintegração nas Olimpíadas.

Coventry, que foi eleita para o principal cargo do COI no ano passado, liderou uma revisão das diretrizes que regem a expressão nos Jogos como chefe da comissão de atletas em 2021.

“Isso (qualquer nova revisão das diretrizes) seria da competência do grupo de trabalho que analisa todos os princípios fundamentais do Olimpismo”, disse Coventry em coletiva de imprensa nesta sexta-feira.

“Tive várias conversas com atletas nos últimos dias. Eles ainda sentem fortemente que devemos ser capazes de manter parte do nosso movimento olímpico e da sua experiência olímpica em segurança”, acrescentou.

Evitando “distrações”

De acordo com as regras atuais, os atletas podem levantar questões de interesse ou preocupação para eles em qualquer uma das entrevistas coletivas dos Jogos, nas zonas mistas, reuniões de equipe, entrevistas ou nas redes sociais.

Mas não podem fazê-lo no momento da competição ou nas cerimônias de medalhas. O COI afirma que quer manter os locais de prova livres de qualquer distração.

A Regra 50.2 da Carta Olímpica estabelece que “nenhum tipo de demonstração ou propaganda política, religiosa ou racial é permitida em qualquer local, sede ou área olímpica”.

Com o rápido avanço das redes sociais e um ambiente político tenso nos Estados Unidos antes das Olimpíadas de Los Angeles em 2028, há preocupações de que essas regras possam ser ainda mais testadas nos Jogos de Verão daqui a dois anos.

“Se nossos atletas quiserem que analisemos (as regras), estamos abertos a tudo. Mas as regras são as regras de hoje, e acredito que são boas regras. Elas protegem nossos atletas de serem usados. Os atletas acreditam que as diretrizes são relevantes no mundo atual”, disse Coventry.

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Fonte : CNN

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