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A polícia da França prendeu nove pessoas no âmbito de uma investigação sobre uma fraude na venda de ingressos do Museu do Louvre, que pode ter custado ao museu mais visitado do mundo 10 milhões de euros (cerca de R$ 61 milhões) em receitas, informou a Procuradoria de Paris nesta sexta-feira (13).

Entre os detidos estão dois funcionários do Louvre, diversos guias e uma pessoa descrita como a organizadora do esquema, segundo um comunicado.

A polícia também apreendeu quase um milhão de euros em dinheiro vivo e quase 500 mil depositados em contas bancárias.

O desmantelamento de um potencial esquema de fraude em larga escala soma-se a uma série de contratempos no museu — incluindo um grande roubo de joias, um vazamento de água que danificou livros antigos e greves — que colocaram sua administração sob intensa exposição.

A investigação começou quando o Louvre sinalizou, em dezembro de 2024, a presença de dois guias chineses suspeitos de levar grupos de turistas chineses ao museu reutilizando ingressos individuais para diferentes pessoas.

Após mais de um ano de investigações, a polícia identificou uma rede bem estruturada que pode ter permitido a entrada fraudulenta de até 20 grupos de turistas por dia, durante uma década, subornando funcionários do Louvre para que fizessem vista grossa.

Suspeita-se que a quadrilha tenha investido os lucros em imóveis na França e em Dubai.

A promotoria afirmou que a quadrilha havia cometido o mesmo tipo de fraude com ingressos no Palácio de Versalhes, embora não tenha dado mais detalhes.

“O Museu do Louvre está enfrentando um ressurgimento e uma diversificação das fraudes com ingressos”, disse uma porta-voz à agência de notícias Reuters.

Em resposta, a administração do museu elaborou um plano para prevenir fraudes e punir os infratores, acrescentou ela.

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Fonte : CNN

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