Juristas consultados pela analista de Política da CNN Jussara Soares avaliam que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli deveria se afastar voluntariamente da relatoria do caso Banco Master, como forma de aliviar a pressão sobre a Corte e preservar sua própria imagem. A decisão de se declarar suspeito é pessoal do ministro, mas o consenso entre os especialistas é que sua permanência tornou-se insustentável diante das circunstâncias.
A avaliação dos juristas é que, mesmo que Toffoli argumente não haver motivos para suspeição, o melhor caminho seria uma gestão de crise que envolva seu afastamento do caso. Uma saída voluntária poderia ser justificada como medida para evitar constrangimentos à Corte, sem necessariamente admitir qualquer irregularidade.
Reunião entre ministros
A pressão sobre o ministro aumentou significativamente nas últimas horas. O presidente do STF, Edson Fachin, convocou uma reunião com os demais ministros para compartilhar informações do relatório sobre o caso e o posicionamento de Toffoli em relação às acusações.
Segundo apuração da CNN, pessoas próximas ao ministro Dias Toffoli indicam que ele não pretende seguir o caminho sugerido pelos juristas. A expectativa é que ele insista em sua permanência como relator do inquérito, argumentando não haver impedimentos para que continue supervisionando a ação penal relacionada ao Banco Master.
Caso o ministro decida não se afastar por iniciativa própria, resta saber se os demais integrantes do Supremo tomarão alguma iniciativa para pedir seu afastamento do caso. Por enquanto, a única certeza é que o tema tem gerado intenso debate nos meios jurídicos e aumentado a pressão sobre a Corte.
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Fonte : CNN